Fórum para troca de informações sobre projeto, monografia do Curso de Psicopedagogia da Universidade do Sagrado Coração - Bauru/SP

Tags: educacao psicologia pedagogia bauru sao.paulo
01/04/2003 15:22
De: Debora
IP: 200.205.240.2-200.205.240.176

Projeto

Tema : APRENDIZAGEM X INCLUSÃO SOCIAL : O PRECONCEITO E SUAS IMPLICAÇÕES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM.
Se alguém encontrar algo que eu possa utilizar na monografia me mandem!!
Beijos
01/04/2003 15:43
De: Debora
IP: 200.205.240.2-200.205.240.176

Inclusão= Adriana

Quinta-feira, 20 de julho de 2000  Jornal Comércio da França  


Deficiência na Educação

Inclusão é uma das palavras da moda. Tem sido usada sempre que entra em pauta a necessidade de garantir a todos iguais oportunidades de educação e trabalho, sem qualquer espécie de discriminação, e com respeito às diferenças individuais. Mas, apesar desse princípio constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição de várias nações, a luta para torná-lo uma realidade ainda é travada por inúmeros grupos que, por alguma circunstância, não se encaixam nos padrões globais de "normalidade". E talvez para nenhum grupo essa luta seja tão dura quanto para os portadores de deficiência. Mesmo tendo alcançado vitórias importantes nos últimos anos, eles ainda vivem numa sociedade que parece ter sido criada de modo a barrar todos os seus avanços.
Estima-se que entre 12 e 15 por cento dos brasileiros tenham alguma deficiência sensorial, mental ou física. É a média de países em desenvolvimento - nos desenvolvidos é de 10 por cento. São dezenas de milhões de pessoas que, diariamente, em maior ou menor grau, são vítimas de preconceitos e privadas de sua cidadania. No final do ano passado, o Decreto 3.298, que regulamentou a Lei 7.853 (24/10/89), dispôs sobre os direitos dos deficientes e firmou compromisso do Estado em desenvolver estratégias, em parceria com associações e ONGs, a fim de garantir a inserção deles na sociedade, com atenção especial à sua inclusão no sistema educacional comum. Providência que veio na carona de um movimento mundial que resultou no nascimento da educação inclusiva nos Estados Unidos, na Década das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas (1983-1992) e nas Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência, adotadas em assembléia da ONU em 1993.
Uma das discussões mais importantes girou em torno do significado real de deficiência, palavra que muitas vezes pode, e deve ser substituída por outra: impedimento. Porque? Porque impedimento pressupõe dificuldade de adaptação à sociedade, que portanto precisa se reestruturar para atender todos os cidadãos, sem ignorar os que apresentam limitações visuais, auditivas, físicas ou mentais. Claro que o Brasil não é o único país que titubeia ao lidar com os deficientes _ que, diga-se de passagem, não se constituem exatamente numa minoria. Exemplos? Segundo a Organização Mundial de Saúde, 42 milhões de pessoas acima de 3 anos de idade sofrem deficiência auditiva (2,25 milhões de brasileiros); 1 por cento da população mundial sofre com a deficiência visual; 20 por cento dos deficientes dos países em desenvolvimento têm limitações físicas e 50 por cento, mentais.
Porém, só agora mergulhamos nos estudos e debates que vêm sendo travados há décadas mundo afora, especialmente sobre como promover a inclusão desses indivíduos nos primeiros anos escolares. A idéia é que, se crianças normais conviverem com as deficientes desde cedo, aprenderão a respeitar as suas peculiaridades e descobrirão que elas não só têm talentos como qualquer outra pessoa, mas até habilidades muito especiais que compensam sua deficiência, ou seria melhor dizer, sua diferença? Isso ocorreria numa fase em que os preconceitos, se existirem, ainda não estão cristalizados e, assim, podem ser trabalhados pela escola e pelas famílias dos alunos. A experiência é enriquecedora para todos.
Não se trata apenas de matricular os deficientes numa escola comum e forçar sua adaptação. Se fosse fácil assim, não teria sido criado o sistema paralelo de escolas especiais, ou classes especiais dentro do sistema regular de ensino, a partir da década de 50. Não teria sentido obrigar esses alunos a freqüentarem um ambiente onde a todo momento seriam provados em suas limitações, e tendo como professores pessoas sem o menor preparo para lidar com suas necessidades. Para que não sofra nenhum tipo de constrangimento, é a escola que deve se adaptar a eles: facilitando o acesso ao espaço físico, providenciando recursos educacionais específicos (livros, computadores, etc.), e capacitando o corpo docente.
A proposta atual é gradualmente inserir a criança deficiente na escola comum. Não é uma regra, pois antes de tudo temos que levar em conta o que é melhor para ela e o que ela quer. Afinal, existem excelentes instituições que desenvolvem trabalhos bem sucedidos para cada tipo de deficiência, visando a integração social. Mas cabe também a elas agir em parceria com o sistema de ensino, orientando professores, famílias, comunidade e, principalmente, apontando os impedimentos que as escolas apresentam àqueles alunos que têm essa ou aquela necessidade especial.
É uma questão, mais que de recursos financeiros, de boa vontade e, sobretudo, de nos conscientizarmos de que estamos lidando com uma enorme parcela da população cujo potencial produtivo não podemos nos dar ao luxo de desprezar. Adaptar nossas escolas às crianças portadoras de deficiência é o primeiro passo para sua inserção na sociedade. O fim do preconceito e a abertura de oportunidades no mercado de trabalho serão conseqüência natural da filosofia da inclusão que, desde já, deve permear o sistema educacional brasileiro.


01/04/2003 08:59
De:
IP: 200.174.140.66-200.174.140.207

PROJETO

Rosa procure no www.mec.com.br vc irá encontrar tudo sobre o que vc quer e os outros temas também até inclusão sobre meu assunto encontrei bastante coisas.
bjs   Dri
25/03/2003 08:33
De: Adriana
IP: 200.174.140.217

Projetos

SERÁ QUE IRÁ FICAR MUITO DIFÍCIL ENGLOBAR TODAS AS INCLUSÕES OU FAREI DE UMA DETERMINADA ESTOU COM DIFICULDADE DE COLOCAR NO PAPEL DARIA PARA ME AJUDAR????? PRECISO URGENTE POIS TEREI JÁ QUE NO SÁBADO MOSTRAR ALGUMA COISA PARA O PROFESSOR. PRECISO DE AJUDA ESTOU SEM TEMPO DE LER E PENSAR, TAMBÉ QUERO ASSOVIAR E CHUPAR CANA AO MESMO TEMPO NÃO HÁ CABEÇA, CEREBRO QUE AGUENTE VC NÃO TERIA UM MODELO DE COMO DEVO MONTAR ESSE PROJETO PARA ME MANDAR? OBRIGADA DESDE JÁ MAS ESTOU PEDINDO AJUDA SOCORRO TUDO......
                                    ADRIANA
31/03/2003 19:44
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.154.186

Sobre livro Brinquedoteca

Este livro apresenta temas atuais relacionados com o lúdico em diferentes abordagens, oferecendo ao seu leitor uma visão geral sobre brinquedoteca desde a sua origem até o acervo lúdico atual. Permite aprofundar temas específicos como usos e significações dos jogos e brinquedos, a resiliência, as origens da capacidade simbólica, os jogos tradicionais, a criança e o computador e ainda possibilita conhecer diferentes experiências através dos relatos de brinquedotecas de universidades, hospitalares, comunitárias e escolares, que. certamente, contribuirão para o aprofundamento do tema.
Este livro é resultado de experiências e pesquisas na área lúdica, apresentadas no III encontro Sul-brasileiro e I Internacional sobre Brinquedoteca, realizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Infantil do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria.
O livro foi dividido em quatro partes enfocando palestras, mesa-redonda, relatos de experiências e convívio científico. nas palestras aparecem questões relacionadas à brinquedoteca brasileira desde a sua origem, objetivos e novos paradigmas. Brinquedos e brincadeiras, seus usos e significações dentro de distintos contextos culturais e sociais e sua relação com a pré-escola. A resiliência como capacidade de terum desenvolvimento sadio em um ambiente socioeconômico adverso, colocando o jogo como alternativa de realização pessoal. As origens da capacidade simbólica, enfocando o jogo não como uma característica predominante na infância, mas como um fator básico do desenvolvimento e da aprendizagem humana. Os jogos tradicionais como acervo lúdico das crianças da atualidade. A criança e o computador, uma nova forma de pensar a educação.
Na mesa-redonda o enfoque é a formação do brinquedista, seu perfil e seu aprendizado. Nos relatos de experiências, os trabalhos referem-se à brinquedoteca de universidade, mostrando o trabalho desenvolvido na Univesidade Federal de Santa Maria. A brinquedoteca hospitalar, que relata com bastante detalhe a brinquedoteca do Hospital Infantil da FAISA, de Santo André/ SP. A brinquedoteca comunitária apresenta um relato da Pastoral da Criança e outro do SESC/Alegrete/RS e, por último, a brinquedoteca escolar mostra um trabalho de parceria SESI/Prefeitura Municipal de Ibirubá/RS.      
13/05/2003 15:51
De: Elizeth
IP: 200.178.243.103

Criação deste forum

Rosa, parabéns pela iniciativa. Penso que sua idéia é muito interessante e pode servir de canal para troca de informações, trazendo vantagens para todo o grupo.
Até mais.Abraços.
Elizeth.
28/03/2003 09:22
De: Luciana (lurpiovezan@hotmail.com)
IP: 200.205.81.50

Projeto

Tema provável da monografia:O que pensam os pais da finalidade da educação infantil...Terei que fazer algumas modificações neste tema, pois saber exatamente oque os pais pensam vai ser difícil...Na verdade seria qual o sentido que os pais veem na ed. infantil, como se da o desapego e o desvincilhar.Seria algo neste sentido, não sei se deu para entender...
Rosa, muito legal sua iniciativa, beijos Luciana
Adriana adorei sua metáfora sobre a cana, também estou no mesmo barco, vamos deixar que as águas nos levem...
16/07/2003 20:07
De: Erica
IP: 200.212.236.109

Amigas!!

Olá!
Queridas amigas psicopedagogas, rs...
Já estou com saudades de vocês.
Um grande abraço
Erica
Ps assim que meu scanner ficar pronto mandarei as fotos via e-mails
31/03/2003 19:43
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.154.186

Brinquedoteca

Achei um livro sobre brinquedoteca Veridiana
Brinquedoteca - O Lúdico em Diferentes Contextos
AUTOR: Santa Marli Pires dos Santos
EDITORA: Vozes
Espero que sirva.
08/04/2003 14:30
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.153.168

Re: Projeto - hiperatividade - Olhe esse site e esse texto

www.hiperatividade.com.br  - Patrícia tem muita coisa nesse site, espero que sirva.
Hiperatividade: Compreensão, Avaliação e Atuação:  Uma Visão Geral sobre o TDAH
Publicado em Sáb, abril 21 @ 21:26:45  
Sam Goldstein, PhD*
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade.  Esses problemas resultam de um desenvolvimento não adequado e causam dificuldades na vida diária. O TDAH é um distúrbio bio-psicossocial, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados.  Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 5% da população durante toda a vida.   Diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas pessoas.  Acredita-se que, através de diagnóstico e tratamento corretos,  um grande número dos problemas, como repetência escolar e abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou, até mesmo, evitado.
Até há algum tempo atrás, pensava-se que os sintomas do TDAH diminuíam com a adolescência.  As pesquisas mostraram que a maioria das crianças com TDAH chega à maturidade com um padrão de problemas muito similar aos da infância e que adultos com TDAH experimentam dificuldades no trabalho, na comunidade e com suas famílias.  Também há registros de um número maior de problemas emocionais, incluindo depressão e ansiedade.
Em 1902, pesquisadores descreveram pela primeira vez  as características dos problemas de impulsividade, falta de atenção e hiperatividade apresentados por crianças com TDAH.  Desde então, o distúrbio foi denominado de várias maneiras, entre elas, Disfunção Cerebral Mínima, Reação Hipercinética da Infância e Distúrbio de Déficit de Atenção.  A 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, atualmente descreve este conjunto de problemas como Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.  
O Problema
O TDAH interfere na habilidade da pessoa de manter a atenção - especialmente em tarefas repetitivas - de controlar adequadamente as emoções e o nível de atividade, de enfrentar conseqüências consistentemente e, talvez o mais importante, na habilidade de controle e inibição.  Inibição refere-se à capacidade de evitar a expressão de forças poderosas que levam a agir sob o domínio do impulso, de modo a permitir que haja tempo para o autocontrole.  As pessoas com TDAH até podem saber o que deve ser feito, mas não conseguem fazer aquilo que sabem devido à inabilidade de realmente poder parar e pensar antes de reagir, não importando o ambiente ou a tarefa.
As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na  primeira infância.  O distúrbio é caracterizado por comportamentos crônicos, com duração de no mínimo 6 meses, que se instalam definitivamente antes dos 7 anos.  Atualmente, 4 subtipos de TDAH foram classificados:
1. TDAH - tipo desatento - a pessoa apresenta, pelo menos, seis das seguintes características:
Não enxerga detalhes ou faz erros por falta de cuidado.
Dificuldade em manter a atenção.
Parece não ouvir.
Dificuldade em seguir instruções.
Dificuldade na organização.
Evita/não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
Freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade.
Distrai-se com facilidade.
Esquecimento nas atividades diárias.
2. TDAH - tipo hiperativo/impulsivo - é definido se a pessoa apresenta seis das seguintes características:
Inquietação, mexendo as mãos e os pés ou se remexendo na cadeira.
Dificuldade em permanecer sentada.
Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente (em adultos, há um sentimento subjetivo de inquietação).
Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente.
Fala excessivamente.
Responde a perguntas antes delas serem formuladas.
Age como se fosse movida a motor.
Dificuldade em esperar sua vez.
Interrompe e se intromete.
3.  TDAH - tipo combinado - é caracterizado  pela pessoa que apresenta os dois conjuntos de critérios dos tipos desatento e hiperativo/impulsivo.
4.  TDAH - tipo não específico; a pessoa apresenta algumas características mas número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo.  Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária.
Na idade escolar, crianças com TDAH apresentam uma maior probabilidade de repetência, evasão escolar, baixo rendimento acadêmico e dificuldades emocionais e de relacionamento social.  Supõe-se que os sintomas do TDAH sejam catalisadores, tornando as crianças vulneráveis ao fracasso nas duas áreas mais importantes para um bom  desenvolvimento - a escola e o relacionamento com os colegas.  
À medida que cresce o conhecimento médico, educacional, psicológico e da comunidade a respeito dos sintomas e dos problemas ocasionados pelo TDAH, um número cada vez maior de pessoas está sendo corretamente  identificado, diagnosticado e tratado.   Mesmo assim, suspeita-se que um grupo significativo  de pessoas com TDAH ainda permanece não identificado ou com diagnóstico incorreto.  Seus problemas se intensificam e provocam situações muito difíceis no confronto da vida normal.  
O TDAH é com freqüência apresentado, erroneamente, como um tipo específico de problema de aprendizagem.  Ao contrário, é um distúrbio de realização.  Sabe-se que as crianças com TDAH são capazes de aprender, mas têm dificuldade em se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas do TDAH têm sobre uma boa atuação.  Por outro lado, 20% a 30% das crianças com TDAH também apresentam um problema de aprendizagem, o que complica ainda mais a identificação correta e o tratamento adequado.  Pessoas que apresentaram sintomas de TDAH na infância demonstraram uma probabilidade maior de desenvolver problemas relacionados com comportamento opositivo desafiador, delinqüência, transtorno de conduta, depressão e ansiedade.    Os pesquisadores, no entanto, sugerem que o resultado desastroso apresentado por alguns adolescentes não é uma conseqüência apenas  do TDAH mas, antes, uma combinação de TDAH com outros transtornos de comportamento, especialmente nos jovens ligados a atitudes criminosas e abuso de substâncias.
Relatos sobre adultos com TDAH mostram que eles enfrentam problemas sérios de comportamento anti-social, desempenho educacional e profissional pouco satisfatórios, depressão, ansiedade e abuso de substâncias.  Infelizmente, muitos adultos de hoje não foram diagnosticados como crianças com TDAH.  Cresceram lutando com uma deficiência que, freqüentemente, passou sem  diagnóstico, foi mal diagnosticada ou, então, incorretamente tratada.
A maioria dos adultos com TDAH apresenta sintomas muito similares aos apresentados pelas crianças.  São freqüentemente inquietos, facilmente distraídos, lutam para conseguir manter o nível de atenção, são impulsivos e impacientes.  Suas dificuldades em manejar situações de “stress” levam a grandes demonstrações de emoção.  No ambiente de trabalho, é possível que não consigam alcançar boa posição profissional ou status compatível com sua educação familiar ou habilidade intelectual.
Causa
Quando se pensa em TDAH, a responsabilidade sobre a causa geralmente recai sobre toxinas, problemas no desenvolvimento, alimentação, ferimentos ou malformação, problemas familiares e hereditariedade.  Já foi sugerido que essas possíveis causas afetam o funcionamento do cérebro e, como tal, o TDAH pode ser  considerado um distúrbio funcional do cérebro.  Pesquisas mostram diferenças significativas na estrutura e no funcionamento do cérebro de pessoas com TDAH, particularmente nas áreas do hemisfério direito do cérebro, no córtex pré-frontal, gânglios da base, corpo caloso e cerebelo.  Esses estudos estruturais e metabólicos, somados a estudos genéticos e sobre a família, bem como a pesquisas sobre reação a drogas, demonstram claramente que o TDAH é um transtorno neurobiológico.  Apesar da intensidade dos problemas experimentados pelos portadores do TDAH variar de acordo com suas experiências de vida, está claro que a genética é o fator básico na determinação do aparecimento dos sintomas do TDAH.
Diagnóstico
O diagnóstico do TDAH é um processo de múltiplas facetas.  Diversos problemas biológicos e psicológicos podem contribuir para a manifestação de sintomas similares apresentados por pessoas com TDAH.  Por exemplo, a falta de atenção é uma das 9 características do processo de depressão.  Impulsividade é uma descrição típica de delinqüência.
O diagnóstico de TDAH  pede uma avaliação ampla . Não se pode deixar de considerar e avaliar outras causas para o problema, assim, é preciso estar atentos à presença de distúrbios concomitantes (comorbidades).  O aspecto mais importante do processo de diagnóstico é um cuidadoso histórico clínico e desenvolvimental.  A avaliação do TDAH inclui, freqüentemente, um levantamento do funcionamento intelectual, acadêmico, social e emocional.  O exame médico também é importante para esclarecer possíveis causas de sintomas semelhantes aos do TDAH (por exemplo,  reação adversa à medicação, problemas de tiróide, etc.)   O processo de diagnóstico deve incluir dados recolhidos com professores e outros adultos que, de alguma maneira, interagem de maneira rotineira com a pessoa sendo avaliada.  Embora se tenha tornado prática popular testar algumas habilidades como resolução de problemas, trabalhos de computação e outras,  a validade dessa prática bem como sua contribuição adicional a um diagnóstico correto continuam a ser analisadas pelos pesquisadores.  
No diagnóstico de adultos com TDAH, mais importante ainda é conseguir o histórico cuidadoso da infância, do desempenho acadêmico, dos problemas comportamentais e profissionais.  À medida que aumenta o reconhecimento de que o transtorno é permanente durante a vida da pessoa, os métodos e questionários relacionados com o diagnóstico de um adulto com TDAH estão sendo padronizados e se tornando cada vez mais acessíveis.
Tratamento
O tratamento de crianças com TDAH exige um esforço coordenado entre os profissionais das áreas médica, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais. Esta combinação de tratamentos oferecidos por diversas fontes é denominada de intervenção multidisciplinar.  Um tratamento com esse tipo de abordagem inclui:
treinamento dos pais quanto à verdadeira natureza do TDAH e em desenvolvimento de estratégias de controle efetivo do  comportamento;
um programa pedagógico adequado;
aconselhamento individual e familiar, quando necessário, para evitar o aumento de conflitos na família;
uso de medicação, quando necessário.
Os medicamentos mais utilizados para o controle dos sintomas do TDAH são os psicoestimulantes; 70% a 80% das crianças e dos adultos com TDAH apresentam uma resposta positiva.  Esse tipo de medicamento é considerado “performance enhancer”.  Portanto, eles  podem, até certo ponto, estimular a performance de todas as pessoas.  Mas, em razão do problema específico que apresentam, crianças com TDAH apresentam uma melhora dramática, com redução do comportamento impulsivo e hiperativo e aumento da capacidade de atenção.  
O controle do comportamento é uma intervenção importante para crianças com TDAH.  O uso eficiente do reforço positivo combinado com punições num modelo denominado “custo de resposta” tem sido uma maneira particularmente bem sucedida de lidar com crianças portadoras do transtorno.
O sucesso na sala de aula freqüentemente exige uma série de intervenções.  A maioria das crianças com TDAH pode permanecer na classe normal, com pequenos arranjos na arrumação da sala, utilização de um auxiliar e/ou programas especiais  a serem utilizados fora da sala de aula.  As crianças com problemas mais sérios exigem salas de aulas especiais.
Os adultos com TDAH apresentam resposta aos estimulantes e outros medicamentos semelhante à das crianças.  Eles também podem se beneficiar aprendendo a estruturar seu meio ambiente, desenvolvendo hábitos organizacionais e procurando um aconselhamento profissional.  Quando necessário, uma psicoterapia de curto prazo pode ajudar a enfrentar as exigências da vida e os problemas pessoais do momento. Terapias mais prolongadas podem ensinar a mudar comportamentos e a criar estratégias de enfrentamento a pessoas que    apresentam uma combinação de TDAH e problemas concomitantes - especialmente depressão.
Aumenta a cada dia o reconhecimento  da eficiência dos tratamentos na redução dos sintomas imediatos apresentados por pessoas com TDAH.  Os pesquisadores, no entanto, acreditam que somente reduzir os sintomas das crianças com TDAH não traz resultados satisfatórios a longo prazo.  Assim, aumenta a consciência de que os fatores que predispõem todas as crianças à uma vida bem sucedida são especialmente importantes para as crianças que apresentam problemas relacionados a distúrbios como o TDAH.  Há uma maior aceitação da necessidade de “equilibrar a balança” para as pessoas com TDAH.  Portanto, os tratamentos são aplicados para permitir alívio dos sintomas enquanto se trabalha no sentido de assistir a pessoa a construir uma vida bem sucedida.  A máxima “tornar as tarefas interessantes e fazer o pagamento valer a pena” parece ser extremamente importante para as pessoas com TDAH.
Pais
Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH freqüentemente começam com ampla divulgação de informação.  Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas  disponíveis com dados a respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas  que podem ser usadas por familiares.  A lista que segue revê nove pontos de uma série de estratégias que podem ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH (Goldstein e Goldstein, 1998).
1.  Aprender o que é TDAH
 * Os pais devem compreender que, para poder controlar em casa o comportamento resultante do TDAH, é preciso ter um conhecimento correto do distúrbio e suas complicações.
2.  Incapacidade de compreensão versus rebeldia
   * Os pais devem desenvolver a capacidade de distinguir entre  problemas que resultam de incapacidade e problemas que resultam de recusa ativa em obedecer ordens. Os primeiros devem ser tratados através da educação e desenvolvimento de habilidades.  Os outros são resolvidos de maneira satisfatória através de manipulação das conseqüências.
3.  Dar instruções positivas
  * Pais devem cuidar para que seus pedidos sejam feitos de maneira  positiva ao invés de negativa.  Uma indicação positiva mostra para a criança o que deve começar a ser feito e evita que ela focalize em parar o que está fazendo.
4.  Recompensar
   * Os pais devem recompensar amplamente o comportamento adequado.  Crianças com TDAH exigem respostas imediatas, freqüentes, previsíveis e coerentemente aplicadas ao seu comportamento.  Da mesma maneira, necessitam de  mais tentativas para aprender corretamente.  Quando a criança consegue completar uma tarefa ou realiza alguma coisa corretamente, deve ser recompensada socialmente ou com algo tangível mais freqüentemente que o normal.
5.  Escolher as batalhas
   * Os pais deveriam escolher quando e como gastar suas energias numa batalha, sempre reforçando o positivo, aplicando conseqüências imediatas para comportamentos que não podem se ignorados e usando o sistema de créditos ou pontos.  É essencial que os pais estejam sempre um passo a frente.
6.  Usar técnicas de “custo de resposta”  
    * Os pais devem entender bem o que seja “custo de resposta”, uma técnica de punição em que se pode perder o que se ganhou.
7.  Planejar adequadamente
   * Os pais devem aprender a reagir aos limites de seu filho  de maneira positiva e ativa.  Aceitar o diagnóstico de TDAH significa aceitar a necessidade de fazer modificações no ambiente da criança.  A rotina deve ser consistente e raramente variar.  As regras devem ser dadas de maneira clara e concisa.  Atividades ou situações em que já ocorreram problemas devem ser evitadas ou cuidadosamente planejadas.  
8.  Punir adequadamente
* Os pais devem compreender que a punição sozinha não irá reduzir os sintomas de TDAH. Punir deve ser uma atitude diretamente relacionada apenas a um comportamento declaradamente desobediente. No entanto, a punição só trará modificação de comportamento para crianças com TDAH se acompanhada de uma estratégia de controle.
9.  Construir ilhas de competência
 * O que realmente importa para o sucesso dessa criança na vida é o que existe de certo com ela e não o que está errado.  Cada vez mais, a área da saúde mental  focaliza seu trabalho em aumentar os pontos fortes em vez de tentar diminuir os pontos fracos.  Uma das melhores maneiras de criar pontos fortes é uma boa relação dos pais com seu filho.
Escola
Uma sala de aula eficiente para crianças desatentas deve ser organizada e estruturada.  A estrutura supõe regras claras, um programa previsível e carteiras separadas.  Os prêmios devem ser coerentes e freqüentes.  Um programa de reforço baseado em ganho e perda  deve ser parte integral do trabalho da classe.  A avaliação do professor deve ser freqüente e imediata.  Interrupções e pequenos incidentes têm menores conseqüências se ignorados.  O material  didático deve estar adequado à habilidade da criança.  Estratégias cognitivas que facilitam a auto-correção, assim como melhoram o comportamento nas tarefas, devem ser ensinadas.  As tarefas devem variar, mas continuar sendo interessantes para os alunos.  Os horários de transição, bem como os intervalos e reuniões especiais, devem ser supervisionados.  Pais e professores devem manter uma comunicação freqüente.  Os professores também precisam estar atentos à qualidade de reforço negativo do seu comportamento.  As expectativas devem ser adequadas ao nível de habilidade da criança e deve-se estar preparado para mudanças.
Os professores devem ter conhecimento do conflito incompetência x desobediência, e aprender a discriminar entre os dois tipos de problema.  É preciso desenvolver um repertório de intervenções para  poder atuar eficientemente no ambiente da sala de aula de uma criança com TDAH.  Essas intervenções minimizam o impacto negativo do temperamento da criança.  Um segundo repertório de intervenções deve ser desenvolvido para educar e melhorar as habilidades deficientes da criança com TDAH.  
Dois livros excelentes para professores em sala de aula, que oferecem uma visão de situação, assunto e intervenções de acordo com os diversos níveis, são: “How to Reach and Teach ADD/ADHD Children”, de Sandra Rief, e “Attention Deficit Disorder: Strategies for School Age Children”, de Clare Jones.  O novo texto de George DuPaul e Gary Stoner, “ADHD in the Schools”, é altamente recomendado para supervisores.
Um ótimo manual para estratégias de sala de aula para crianças com TDAH foi recentemente publicado pelo Council for Exceptional Children (Conselho para as Crianças Excepcionais) - “Attention Deficit Disorder: Identification, Programs and Interventions”.  O manual foi redigido por Ron Reeve, Ph.D. e seus colegas da Universidade da Virginia, e traz dados bastante atualizados.  Informação de como  receber esse material nos seguintes endereços:
Council for Exceptional Children
1920 Association Drive, Dept. 9945D
Reston, VA. 22091
ou
Ronald Reeve, Ph.D.
Department of School Psychology, University of Virginia
405 Emmett Street, Rfner Hall
Charlottesville, VA. 22903-2495
Sugestões para Intervenções do Professor
Há uma grande variedade de intervenções específicas que o professor pode fazer para ajudar a criança com TDAH a se ajustar melhor à sala de aula:
Proporcionar estrutura, organização e constância (exemplo: sempre a mesma arrumação das cadeiras ou carteiras, programas diários, regras claramente definidas)
Colocar a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor, na parte de fora do grupo.
Encorajar freqüentemente, elogiar e ser afetuoso, porque essas crianças desanimam facilmente.  Dar responsabilidades que elas possam cumprir faz com que se sintam necessárias e valorizadas.  Começar com tarefas simples e gradualmente mudar para mais complexas.
Proporcionar um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de madeira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude.
Nunca provocar constrangimento ou menosprezar o aluno.
Proporcionar trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favorecer oportunidades sociais.Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos.  
Comunicar-se com os pais.  Geralmente, eles sabem o que funciona melhor para o seu filho.
Ir devagar com o trabalho.  Doze tarefas de 5 minutos cada uma traz melhores resultados do que duas tarefas de meia hora.  Mudar o ritmo ou o tipo de tarefa com freqüência elimina a  necessidade de ficar enfrentando a inabilidade de sustentar a atenção, e isso vai ajudar a auto-percepção.
Favorecer oportunidades para movimentos monitorados, como uma ida à secretaria, levantar para apontar o lápis, levar um bilhete para o professor, regar as plantas ou dar de comer ao mascote da classe.
Adaptar suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH.  Por exemplo, se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não esperar que ele se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula.
Recompensar os esforços, a persistência e o comportamento bem sucedido ou bem planejado.
Proporcionar exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade.  Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante.
Favorecer freqüente contato aluno/professor.  Isto permite um “controle” extra sobre a criança com TDAH, ajuda-a a começar e continuar a tarefa, permite um auxílio adicional e mais significativo, além de possibilitar oportunidades de reforço positivo e incentivo para um comportamento mais adequado.
Colocar limites claros e objetivos;  ter uma atitude disciplinar equilibrada e proporcionar avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado.
Assegurar que as instruções sejam claras, simples e dadas uma de cada vez, com um mínimo de distrações.
Evitar segregar a criança que talvez precise de um canto isolado com biombo para diminuir o apelo das distrações; fazer do canto um lugar de recompensa para atividades bem feitas em vez de um lugar de castigo.
Desenvolver um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos.
Estabelecer intervalos previsíveis de períodos sem trabalho que a criança pode ganhar como recompensa por esforço feito.  Isso ajuda a aumentar o tempo da atenção concentrada e o controle da impulsividade através de um processo gradual de treinamento.
Reparar se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas.  Isso pode ser um sinal de dificuldades de coordenação ou auditivas que exigem uma intervenção adicional.
Preparar com antecedência a criança para as novas situações. Ela é muito sensível em relação às suas deficiências e facilmente se assusta ou se desencoraja.
Desenvolver métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH.  No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente irá precisar de tempo extra para completar sua tarefa.
Não ser mártir!  Reconhecer os limites da sua tolerância e modificar o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável.  O fato de fazer mais do que realmente quer fazer traz ressentimento e frustração.  
Permanecer em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola.  Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.
Prognóstico
Crianças com TDAH estão sujeitas ao fracasso escolar, a dificuldades emocionais e a um desempenho significativamente negativo como adultos quando comparadas a seus colegas.  No entanto, a identificação precoce do problema, seguida de tratamento adequado, tem demonstrado que essas crianças podem vencer os obstáculos.  
O tópico TDAH provavelmente continuará sendo o mais amplamente pesquisado e debatido nas áreas da saúde mental e desenvolvimento da criança.   Coisas novas acontecem a cada dia.  O  Instituto Nacional de Saúde Mental  acaba de completar um estudo multidisciplinar de 5 anos sobre tratamento de TDAH que proporciona uma série de respostas mais abrangentes sobre o diagnóstico, tratamento e desenvolvimento de pessoas portadoras de TDAH.  Os estudos sobre genética molecular possivelmente cheguem a identificar o gene relacionado com esse distúrbio.    
Com a crescente conscientização e compreensão da comunidade em relação ao impacto significativo que os sintomas do TDAH têm sobre as pessoas e suas famílias, o futuro parece mais promissor.
* Sam Goldstein é psicólogo, diretor do Centro de Neurologia, Aprendizagem e Comportamento em Salt Lake City, Utah, USA, autor de inúmeros livros sobre TDAH.  
07/04/2003 17:38
De: Cristiane Amoedo (crisamoedo@ig.com.br)
IP: 200.225.153.174

Re: Projeto

Oi Luciana , eu estava bisbilhotando as conversas, e li o a sua preocupação com seu tema , pensando em ajudar, por alguns conteudos que ja pesquisei, talvez esta sugestão possa te ajudar a melhorar o tema sem que voce fuja do que quer pesquiar: A educação infantil e a importancia dos pais serem participativos neste processo de iniciação da vida escolar.
Espero que possa te ajudar
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