Fórum para troca de informações sobre projeto, monografia do Curso de Psicopedagogia da Universidade do Sagrado Coração - Bauru/SP

Tags: educacao psicologia pedagogia bauru sao.paulo
27/05/2003 21:12
De: marlene (ema.bru@ig.com.br)
IP: 200.226.204.8

Projeto

Tema da monografia:INTERDISCIPLINARIDADE E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS.
Gostaria de receber algo a respeito,pois estou concluindo o curso de psicopedagogia e estou encontrando dificuldades no assunto.
13/04/2003 19:48
De:
IP: 200.100.153.23

Re: Informação

Debora foi Orientação de estágio, com 15 hs, sendo sexta a noite e sábado de manhã, passou algumas transparências de como tem que ser o projeto de estágio, definir o campo para o estágio, foi com a prof. Vera.
Olha o horário das proximas aulas.
O que foi passado depois vc verifica na apostila que a prof. deu.
02/04/2003 13:53
De: Rosa
IP: 200.100.153.28

A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NA PARCERIA COM OS PROFESSORES

A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NA PARCERIA COM OS PROFESSORES.
Ana Silvia Borges Figueiral Coêlho

Historicamente, a intervenção psicopedagógica vem ocorrendo na assistência às pessoas que apresentam dificuldades de aprendizagem, tanto no diagnóstico quanto na terapia. Diante do baixo desempenho acadêmico, alunos são encaminhados pelas escolas que freqüentam, com o objetivo de elucidar a causa de suas dificuldades. A questão fica, desde o princípio, centrada em quem aprende, ou melhor, em quem não aprende.
Diferente de estar com dificuldade, o aluno manifesta dificuldades, revelando uma situação mais ampla, onde também se inscreve a escola, parceira que é no processo da aprendizagem. Portanto, analisar a dificuldade de aprender inclui, necessariamente, o projeto pedagógico escolar, nas suas propostas de ensino, no que é valorizado como aprendizagem. A ampliação desta leitura através do aluno permite ao psicopedagogo abrir espaços para que se disponibilize recursos que façam frente aos desafios, isto é, na direção da efetivação da aprendizagem.
No entanto, apesar do esforço que as escolas tradicionalmente dispendem na solução dos problemas de aprendizagem, os resultados do estudo psicopedagógico têm servido, muitas vezes, para diferentes fins, sobretudo quando a escola não se dispõe a alterar o seu sistema de ensino e acolher o aluno nas suas necessidades. Assim, se a instituição consagra o armazenamento do conteúdo como fator de soberania, os resultados do estudo correm o risco de serem compreendidos como a confirmação das incapacidades do aluno de fazer frente às exigências, acabando por referendar o processo de exclusão. Escolas conteudistas, porém menos "exigentes", recebem os resultados do estudo como uma necessidade de maior acolhimento afetivo do aluno. Tornam-se mais compreensivas, mais tolerantes com o baixo rendimento, sem, contudo, alterar seu projeto pedagógico. Mantém, assim, o distanciamento entre o aluno e o conhecimento. Nelas também ocorre o processo de exclusão.
O estudo psicopedagógico atinge plenamente seus objetivos quando, ampliando a compreensão sobre as características e necessidades de aprendizagem daquele aluno, abre espaço para que a escola viabilize recursos para atender as necessidades de aprendizagem. Desta forma, o fazer pedagógico se transforma, podendo se tornar uma ferramenta poderosa no projeto terapêutico.
No entanto, mudanças vem ocorrendo, sobretudo nos últimos anos. A ótica que privilegia a divisão acadêmica, que categoriza os alunos, que valoriza o homogêneo, que considera o conteúdo como um fim, começa a sofrer um esvaziamento. Realoca-se o conceito de aprender, a função do ensinar. Dar conta da diversidade, do heterogêneo, possibilita o aprender coletivo, a riqueza da troca, o aprender com o outro. O professor deixa de ser apenas o difusor do conhecimento e vive o fazer pedagógico como o espaço para a estimulação da aprendizagem.
E, é no desdobramento desta nova condição do professor, que o estudo psicopedagógico (eu prefiro usar a palavra estudo no lugar de diagnóstico, dadas as implicações daí decorrentes) pode adquirir um novo recorte, ampliando sua função, que não se finaliza mais no aluno. De objetivo, o aluno passa a ser um meio. De problema, ele se transforma numa oportunidade. Oportunidade de aprendizagem para o professor. Refletindo acerca dos resultados, numa ação conjunta com o psicopedagogo, o professor se sente desafiado a repensar a prática pedagógica, inscrevendo a possibilidade de novos procedimentos.
Para o psicopedagogo, a experiência de intervenção junto ao professor, num processo de parceria, possibilita uma aprendizagem muito importante e enriquecedora, sobretudo quando os professores são especialistas nas suas disciplinas. Uma experiência bem sucedida que tive na intervenção psicopedagógica em parceria com os professores, foi vivida numa escola regular, da rede particular de ensino, na zona sul da cidade de São Paulo.
A escola encaminhou a família de A. para o estudo psicopedagógico. Os testes de avaliação adotados à ocasião da matrícula nem puderam ser considerados, devido ao aparente desinteresse de A. em participar. Acostumada aos desafios com alunos portadores de dificuldades, a escola condicionou a possibilidade de aceitá-lo, aos resultados do estudo, desde que realizado por uma profissional que estivesse familiarizada com as propostas de ensino da instituição. Visava, desta forma, avaliar a adequação entre suas possibilidades e as condições de aprendizagem daquele aluno. Como era de se esperar, os pais vieram muito ansiosos em busca de auxílio. Cansados de tantas mudanças, referiram ser aquela a 7a.escola que o filho iria freqüentar. Concluído o estudo, a matrícula foi confirmada na 7a.série. Os resultados obtidos revelavam um quadro importante de dificuldades na aprendizagem, com indicação para terapia psicopedagógica.
Em virtude de outros atendimentos a que se submetia, não havia nenhuma possibilidade de se introduzir uma nova terapia. A solução encontrada foi intervir junto aos professores que iam atuar em sala de aula, sob forma de orientação psicopedagógica. Este seria o elo que vincularia todos os informes profissionais disponíveis sobre o aluno com as observações de classe feitas pelos professores. Visávamos favorecer a sustentação da parceria professor-aluno.
A orientação psicopedagógica para os professores ocorreu através de reuniões mensais. Algumas condições foram consideradas fundamentais para o trabalho de orientação. As reuniões não deveriam ser individuais, mas com o grupo, favorecendo a troca de informações e possibilitando uma maior compreensão. O apoio dado não deveria ocorrer através da descrição das patologias que A. apresentava. Os nomes das dificuldades não ajudariam em nada. Do contrário, serviriam de rótulo, desestimulando os professores e o nosso objetivo era o oposto. Queríamos desafiá-los. Desafiá-los na descoberta das características específicas daquele aluno, sobretudo nas possibilidades preservadas para a aprendizagem. A fala dos professores representava, também, a possibilidade de ampliar a nossa compreensão, como especialistas, sobre o caso, permitindo uma intervenção mais eficiente.
Iniciamos o trabalho pela escuta. Todos tinham o que dizer daquele aluno tão fora do padrão do grupo, apesar da escola ter grande experiência no atendimento de alunos com dificuldades de aprendizagem e dos professores passarem, freqüentemente, por reciclagem. Nos relatos, havia pontos em comum: o aluno nada produzia, não fazia as lições, não se mobilizava para nada e, para ter algum rendimento, precisava ser estimulado individualmente. Além da dificuldade na compreensão da leitura, seus colegas não entendiam o que ele dizia, em função de problemas na fala.
Associada a estas queixas, a defasagem no conteúdo era constatada em todas as áreas. Assim, sugerimos a introdução de uma professora de apoio, que o auxiliaria fora do período escolar, mas no ambiente da escola. Este procedimento também atenderia a preservação da relação mãe-filho, desgastada sobretudo pelas questões escolares. Por isto, A. foi mantido em período integral na escola, voltando para casa com todas as tarefas cumpridas.
Poder reconhecer e falar dos conflitos no lidar com a diferença, permitiu aos professores caminhar numa nova direção, na direção das possibilidades daquele aluno. Assim, no final da primeira reunião, diante de tantos nãos, combinamos relacionar, para o encontro seguinte, apenas os pontos positivos, isto é, os aspectos preservados no desempenho de A.
Na reunião que se seguiu, todos os professores se mostravam muito ansiosos por falar. Além do reconhecimento de pontos positivos, eles tinham podido lidar com as diferenças no grupo de alunos, como eles próprios tinham vivido na reunião. Alguns já tinham desenvolvido novas estratégias de trabalho com sucesso. Analisando estas propostas, extraímos o que havia em comum e isto alavancou, durante a reunião, novos projetos. Alguns professores relatavam contatos estabelecidos com o aluno que tinham se processado de diferentes maneiras. Concluímos que estes vínculos seriam diferentes porque envolviam diferentes pessoas, de diferentes disciplinas. Empolgados com a análise e com as possibilidades de intervenção em classe, os professores se sentiram estimulados na direção das possibilidades de aprendizagem daquele aluno.
Assim, a cada encontro eram relatadas novas conquistas até que, entre os professores, instalou-se a necessidade de um maior entendimento acerca do que explicava aquelas características tão particulares do aprendizado, que eles agora conheciam melhor. Visavam, desta maneira, reconhecer o significado da dificuldade no processo da aprendizagem. Este era o ponto, que pode ser delimitado pela análise do desempenho do aluno, valorizando as habilidades que poderiam estar por detrás de cada situação bem sucedida. Ampliando o nível de compreensão entre tarefas e habilidades implicadas, os professores puderam associar sua experiência e criatividade com as necessidades de A.
Foi um trabalho coletivo de criação. Como no processo de inclusão, o aprendizado era coletivo e o desafio, inscrito na diversidade. Um aprendia com o outro. Ninguém ficou confinado na sua disciplina e as propostas tinham uma característica comum: não eram as rotineiras. Através deste exercício, todos saíram da reunião dispostos a fazer novas experiências em sala de aula para relatar na reunião seguinte.
Paralelamente ao trabalho de orientação, a intervenção psicopedagógica também se propunha a incluir os pais no processo, através de reuniões, possibilitando o acompanhamento do trabalho realizado junto aos professores. Assegurada uma maior compreensão, os pais ocuparam um novo espaço no contexto do trabalho. Abandonando o papel de espectadores, assumiram a posição de parceiros, participando, opinando e cobrando. Incorporados ao trabalho de equipe, eles também tinham função e responsabilidades bem definidas. Decididamente, eles sabiam a quem recorrer em caso de necessidade. Ficaram menos ansiosos.
Na etapa que se seguiu com os professores, demos continuidade ao trabalho de ampliação da compreensão dos sucessos, compondo, também, estratégias que pudessem diminuir o impacto das dificuldades instrumentais, mais especificamente na leitura e na escrita. Estavam, todos eles, francamente mobilizados para o ensino e, conseqüentemente, para a aprendizagem daquele aluno. Os insucessos eram pontuados sem necessidade de serem descritos. O problema não residia ali. O desafio era como conseguir. Achei, então, que era chegado o momento dos professores entenderem a dimensão dos resultados do trabalho que vinham fazendo, através do conhecimento dos diagnósticos realizados. Havia um interesse genuíno de todos, porque ninguém parecia querer procurar nas dificuldades, a justificativa para o insucesso. Assim, a cada diagnóstico referido, a reaçào era de surpresa, porque A. não era o descrito. A. era o vivido por eles e, em todos, senti uma sensação de vitória. Eles estavam conseguindo e reconheciam a importância do trabalho em parceria, que incluia, além dos professores de classe e da psicopedagoga, a professora de apoio que, através de um forte vínculo de confiança com o aluno, estava conseguindo empolgá-lo na direção da aprendizagem significativa, mobilizando novos recursos.
Após um ano e meio após o início do trabalho, os professores já se sentiam mais seguros, mais confiantes. Desta forma, decidimos interromper a intervenção psicopedagógica sistemática, deixando em aberto a recorrência em caso de necessidade. A. continua apresentando uma importante evolução global e está, cada vez mais, mobilizado para a aprendizagem. Atualmente, revela interesse por se apropriar de novas linguagens e escolheu a escultura como meio de expressão.
Descentralizado do aluno e deslocado para os professores, o trabalho psicopedagógico ampliou a possibilidade de intervenção junto a quem ensina. Pais, professores, especialista uniram esforços na busca de soluções. Ninguém ficou esperando resultados. Ninguém foi excluído da equipe de trabalho. Somamos nossos conhecimentos e experiências. Todos aprendemos.

São Paulo, abril de 1998.
Ana Silvia Borges Figueiral Coêlho
ana.mag@originet.com.br

diagnóstico e terapia das Dificuldades de Aprendizagem.
terapia do raciocínio através da linguagem.
supervisão para especialistas e professores.
curso de treinamento para professores.
diretora do CEREPP (Centro de Diagnóstico e Terapêutica Psicopedagógica) de 1973.
02/04/2003 13:52
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.153.28

Lu, esse pode te ajudar?

“FORTALECENDO OS PAIS: DESAFIOS DE EDUCAR, HOJE.”
Marina S. Rodrigues Almeida
Psicóloga, Pedagoga e Psicopedagoga
marina@iron.com.br
 
 
        Diz o ditado que durante a vida o homem deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Mas um desses objetivos jamais pode ser alcançado sozinho: O FILHO.
        Ele nunca é um projeto pessoal, vai ser sempre uma produção do casal.
        A criança não nasce pronta, dentro dela vai se formando um casal de pais que são espelhados pelos pais reais que cuidam dela.
        Já na gravidez sem que percebêssemos criamos um lugar para aquele bebê que chegará, este lugar vai determinar qual o papel que esta criança terá nesta família. Podemos citar: o filho que veio porque foi desejado, o filho que veio para salvar o casamento, o filho que não foi desejado, o filho que veio para separar, etc...
        Sendo pai ou mãe nos possibilita  entendermos melhor nossos próprios pais, ou não, e  quando  isto acontece realmente não conseguimos nem parar para refletir o que estamos fazendo conosco e o que dirá com nossos filhos.
        É lamentável quando isto acontece, e quantas vezes resolvemos nem pensar sobre o  assunto que incomoda? Então  o caminho mais fácil é  sentirmos indiferentes a tudo, as nossas dificuldades, as nossas decepções, aos nossos ressentimentos que  acreditamos não ter perdão, aos  nossos sentimentos de culpa e  assim por diante. Mas o que não sabemos é que esta indiferença que criamos para nos defender da dor, é a mesma que nos paralisa em vida. A  idéia de   “o que   vier é lucro” não passa de uma boa desculpa para disfarçarmos  que   sentimos  pena de nós mesmos, por não conseguirmos ir  para frente e olhar para a vida de forma diferente. Esta idéia também é boa para tirar de nossos ombros a responsabilidade do dia-a-dia  e  de como estamos educando nossos filhos.
        Outro jeito que costumamos usar é atribuir as desgraças e infelicidades da vida a alguém ou a algum fato, por exemplo:  Deus quis assim, só acontece comigo porque não tem jeito , foi por causa do fulano que estou assim, se eu tivesse dinheiro às coisas seriam bem diferente, me falta saúde para enfrentar tudo isto,   etc..
Realmente quem ouve isto parece  que as coisas não têm jeito mesmo, só algo muito poderoso poderá modificar a vida desta pessoa, e é claro não será ela . Quem não se pegou pensando assim?  É assim quando estamos nos sentindo muito frágeis e impotentes frente a  uma situação ou problema,  deixamos de considerar as saídas ou tentar aguardar um pouco até que as coisas possam se encaixar novamente.
        Portanto estou falando de esperança, sem isto morremos em vida e a vida é para ser vivida e compartilhada com alguém.
        Por quê isto acontece? Ora, voltamos no começo, e nossos pais? Digo os pais que moram dentro de nós, estão cuidando bem da gente? !
        Chegou a hora de refletirmos sobre isto então...
        Hoje os pais mudaram, temos vivido principalmente a partir do meio do século, profundas, contínuas e velozes transformações sociais, políticas e culturais. Em especial atenção para  a tecnologia. Entretanto, por mais que essas mudanças tenham sido promovidas e desejadas por nós para propiciar uma vida mais confortável,  estamos vivendo resultados indesejáveis.
        Destaco três aspectos dessas mudanças:
Em primeiro lugar, a necessidade de atualização e adaptação a esse “novo mundo” globalizado, por conseqüência  o aumento do índice de analfabetos tecnológicos e funcionais, sejam porque não acompanham o ritmo dos avanços tecnológicos ou porque não estão conseguindo perceber o que acontece; outro dado é o alto índice de desemprego em todo mundo pela substituição tecnológica mais eficiente e barata, sendo que estes fatores de uma forma ou de outra atingem  todos nós.
Em segundo lugar, o desejo de termos uma vida mais livre, prazerosa, quase perfeita, alimenta a idéia de que o ser humano pode dominar e alterar a natureza humana, física e psíquica, citamos o projeto Genoma, clonagem, fertilizações em vitro, etc. Por outro lado, com todo o progresso científico, continuamos lutando contra a fome e a miséria, as pessoas continuam adoecendo física e mentalmente apesar de todos  os confortos e  “remédios de última geração”.
        Em terceiro lugar, o questionamento de todas as formas de autoridade, seja no âmbito político, empresarial, médico, educacional, familiar , etc. É muito difícil nos guiarmos pelas próprias pernas, assumirmos as conseqüências do caminho escolhido, modificarmos nossa atitude reconhecendo muitas vezes que erramos,quer seja em casa, no trabalho, com os amigos, no nosso voto.
        Portanto depois disto tudo, os adultos estão se sentindo muito confusos, desorientados e atarefados com tantas mudanças e conflitos para resolverem. Se nós adultos estamos assim, o que dizer das crianças e adolescentes ? Afinal, não somos o que eles irão ser amanhã ?
        O que você vai ser quando crescer? Uma pergunta muito comum  antigamente, mas hoje caiu em desuso, porque as crianças e adolescentes não estão querendo crescer.
        Crescer para quê? Para virar um adulto aflito, sem tempo, que só trabalha (quando tem trabalho senão é um bico aqui ou ali), anda nervoso, de mau humor, adulto é alguém desencantado da vida, é um chato, quando não é alguém,que não se deve confiar porque é perigoso. Infelizmente é assim que muitas crianças e adolescentes estão vendo os adultos.
        Apesar de todas as transformações deste século, o homem continua nascendo como um animal mais frágil e vulnerável do planeta. Não pode contar unicamente com seus instintos para viver, ele continua sendo dependente de outro ser humano que cuide dele, que dê afeto, proteção, segurança, o eduque para a vida, transformando-o em um ser humano digno deste nome.
        E como as crianças e  os adolescentes estão sendo cuidados?
        As crianças e os  adolescentes  estão sendo gerados e criados por adultos que estão com dificuldades de serem bons modelos de espelhos.Não estão conseguindo transmitir a idéia de que a vida vale a pena a ser vivida, que vale a pena investir no trabalho honesto, digno, nos nossos sentimentos e sonhos, ter  esperança no amanhã.
        Em função disso, há uma crise generalizada de auto-estima nos adultos, que são expressas das mais diversas formas. Há aqueles que se entorpecem com álcool, com o  trabalho, com o futebol, com a maconha, com a fofoca da vizinhança, com a saúde que nunca vai bem, com o bingo, com a violência. A lista pode ser enorme, porque de alguma forma estão tentando escapar da realidade a ser enfrentada.
        Enquanto isto, as crianças e as adolescentes  vão à escola e os professores verificam o tamanho da catástrofe. Além, obviamente de estarem passando pelo mesmo processo.
        As crianças estão chegando à escola, infelizmente, sem a estruturação necessária básica, que deveriam ter. Os adolescentes então se rebelam enfrentando e agredindo qualquer forma de autoridade,  desrespeitam regras e leis, sem falar da agressão ao ambiente escolar.
        Porém para dar afeto, atenção, cuidados, proteção, delicada firmeza, modelo de autoridade que uma criança ou adolescente precisa, é necessário que o adulto tenha razoável estoque destes conteúdos dentro de si, ou seja amor próprio suficiente, segurança emocional , confiança nos seus valores, compreensão suficiente do mundo ao redor para dividir com os filhos.
        Não são exatamente estes conflitos que a escola está vivendo? Estes conteúdos emocionais que os pais não estão conseguindo passar para os filhos são atribuídos para a escola, ou melhor para o professor . São atribuídas  as falhas das figuras parentais, e não só a este profissional de educação  mas a profissionais de saúde, da igreja, etc., papéis que são deles,  mas sentem-se incapazes de exercê-lo.
        E o que fazer com isto?
        Uma primeira idéia é que todos nós estamos no mesmo barco, e se não nos unirmos não chegaremos à praia, afundaremos no mar. Portanto o medo , a insegurança,  o cansaço, a falta de afeto está em todos nós.
        Quantos de vocês já tinham parado para pensar sobre estas mudanças do mundo e que estivessem atingindo a todos?
E  sobre os nossos medos, as nossas  carências, sobre nossa brutalidade e violência com nossos filhos, pois é mais fácil bater, castigar uma criança, do que  refletir que estamos  com raiva do chefe que chamou nossa atenção ou que  estou revoltado porque ganho pouco e queria  comprar uma porção de coisas e não pode ser agora!. Em nome da minha frustração, impaciência  etc, uso e abuso da minha autoridade ou da minha irresponsabilidade de pai ou mãe deixando de cuidar dignamente dos meus filhos, já que são meus faço o que quero. Também não é mais bem assim, temos leis  e órgãos públicos que protegem as crianças e adolescentes e exigem dos pais isto.Podemos citar o Estatuto da Criança e Adolescente, os Conselhos Tutelares, a Promotoria da Infância e  da Juventude, etc.
        Nós enquanto pais precisamos sentir orgulho pelos nossos filhos, por nossa capacidade de trabalhar honestamente, por dar pequenos confortos com dignidade, por não saber muitas vezes uma porção de coisas e poder perguntar ou dizer que não sabemos ou que vai procurar saber com alguém ou que o próprio filho pode ensinar.
        Também costumamos dizer que não temos tempo, que estamos cansados, que não temos jeito para dar abraço e beijo. Porém quem disse que é só assim que se demonstra carinho, cuidado e atenção ? Podemos pedir para  os nossos filhos brincarem por perto,  podemos ver suas lições,  podemos admirar seus progressos, seu crescimento...
        Outro fato que acontece muito é aquela frase: eu não sei conversar com meus filhos. Os pais podem  contar a história da família, mostrar fotos dos parentes. Isto é muito útil para as crianças e adolescentes, para nós adultos também, temos a possibilidade de rever muitas coisas boas da nossa infância  e dar novo significado as coisas amargas da vida.  Os pais que se orgulham e sentem carinho por sua infância são muito valorizados pelas crianças, além de estarem conhecendo sua origem, seus antepassados, tendo um contato com os pais.
        Falar sobre a tradição da família, dos parentes o que faziam, o que gostavam, que comida comiam, seus costumes  é um dos referenciais mais poderosos do ser humano. Estes dados ajudam a família a se fortalecer, sentir-se unida, perceber as gerações de antepassados e fazer comparações, também estimula os  sentimentos de continuidade, crescimento e desafio para vislumbrar o futuro.
        O que os pais precisam saber é que todos nós temos nosso valor, por mais insignificante que isto possa parecer, porque estou falando de nossa auto-estima  e nosso autoconceito que anda muito desvalorizado  pela rapidez dos acontecimentos.
        Notamos esta onda de violência em todas as camadas sociais, a imoralidade, a falta de ética, os programas de TV usando abusivamente de cenas de sexo, sensacionalismo, notícias tendenciosas para beneficiar alguns, comerciais  que induzem ao consumo de determinados produtos, etc.  Isto leva todos nos  a um sentimento de enfraquecimento e impotência frente aos acontecimentos.
        Sempre nos ensinaram que temos que acertar, o que não contaram é que para acertar  precisamos aprender com o erro e não ter medo de errar. Parece fácil? Pois então  vamos pensar um pouco sobre essas questões :
        Quantos de nós pedimos desculpas quando cometemos um erro? Quem de nós reconhece que ofendeu, xingou ou falou demais na hora que estava muito bravo, irritado, perdeu a cabeça e fez bobagem?  Quem de nós acha que se nosso filho apanhou do amigo na escola ou na rua deve resolver o problema dando outro tapa? E se alguém de nós achasse uma carteira com dinheiro, um objeto devolveria ? Procuraria  achar o dono? Quem de nós acha que sempre é bom dar um jeitinho de levar vantagem em tudo? Qual seria o nosso preço para realizar algo ilícito?  Qual é o  nosso limite de tolerância com nossos filhos ? Quantas vezes nós escolhemos atender uma necessidade nossa negligenciando a dos nossos filhos? Quantas vezes atendemos as necessidades dos  nossos  filhos e quase nunca a nossa? Quantas vezes nós  assistimos a  um programa de TV , por exemplo “Ratinho” perto dos nossos filhos e eles , quando são mais corajosos, fazem perguntas e  nós deixamos nossos filhos  sem resposta   porque  também não sabemos a resposta? Quantos de nós nos queixamos dos nossos filhos que não nos respeitam, que se vestem  de um jeito impróprio, que não nos ouvem? E nós não estamos fazendo isto com eles? Quantos de nós ficamos preocupados com nossos filhos  de se contaminarem com a  AIDS?  E a gravidez precoce? Temos conversado sobre estes assuntos com nossos filhos, ou irão aprender na rua, se tiver sorte na  escola? E sobre  drogas,  nós estamos conversamos  sobre isto?  Hoje temos vários tipos de substâncias que  viciam, desde xaropes infantis, como bebidas energéticas, que são compradas facilmente!
Seguiriam outras questões , mas vamos parar por aqui , porque acredito que foi suficiente para refletirmos vários valores e posturas que temos  constantemente.
        Pois bem, a saída é começarmos a questionar tudo isto, um exemplo disto é o que estamos fazendo agora, pensando sobre estes assuntos.Todos notaram que não é nada fácil parar para  pensar sobre estas perguntas que  provocam em nós muita angústia e ainda  exige de nós  respostas apropriadas a cada situação. O que podemos concluir e aprender  com isto?
Precisamos nos unir com alguém para discutirmos tanta coisa. E é aí que entra o papel da  escola . Precisamos transformá-la em nossa aliada e não num depósito dos nossos problemas. Por exemplo, podemos solicitar que a escola crie cursos, oficinas,  palestras com profissionais,que as  reuniões de pais sirvam também  para discutirmos  temas polêmicos ou novidades da ciência , e não só o desempenho dos nossos  filhos, ouvir  reclamações, pedir a colaboração para APM, etc., não desqualifico estes avisos,  mas acredito que podemos conviver com as duas propostas e  com certeza a carga de problemas e conflitos  escolares diminuirá.
O  que mais ouvimos hoje em dia é a falta de limites dos pais com os filhos e por conseqüência a agressividade, a violência, o que está acontecendo? Se considerarmos que os pais sentem-se muito culpados por estarem fora de casa por muitas horas e que a vida que levam não é uma maravilha, já é um bom começo. Normalmente agimos por compensação de nossos sentimentos, precisamos reconhecer que o mínimo que ficamos com os filhos deverá ser para cuidar e educar mesmo que isto pareça firmeza demais, pois só parece porque é necessário.
A violência está sendo gerada por vários fatores sociais, econômicos, culturais e emocionais sem dúvida, mas se  perdermos a noção do que é ser tratado bem, com respeito, com diálogo, com humor, com amor, com ética, realmente só nos resta agir pela impulsividade, pela crueldade, pela vantagem, pela vingança ...  A  ordem neste momento é o diálogo, é permitir que nossos filhos  brinquem  de bandido-moçinho, polícia-ladrão, que possam elaborar regras e leis, quem é do bem e do mal, através das brincadeiras  tudo isto é possível sem machucar ninguém . O ser humano é o único animal que precisa aprender a canalizar sua agressividade de forma adequada e criativa. Os adolescentes questionam isto o tempo todo, porque estão  carentes  por seus pais reconhecerem ,  que vale a pena ser honesto, digno, ter respeito,etc...No momento a sociedade oferece poucos modelos identificatórios bons, poderia citar Sandy e Jr...
O que sabemos em Psicologia é que o ser humano guarda sempre dentro de si a emoção mais forte, portanto temos que ter cuidado ao repreendermos nossos filhos com castigos, gritos, ameaças, chantagens, surras, comparações, humilhações,  etc...Se isto estiver acontecendo conosco, indica que  algo vai mal na educação de nossos filhos.  A grossura deseduca porque fica a dor. Temos sempre que começarmos por nós mesmos  questionando porque estamos agindo assim, porque estamos perdendo a autoridade, porque estou cedendo tanto, geralmente encontramos as respostas em nós mesmos,  às vezes temos filhos difíceis, porém  “é o maior que cuida do menor”.
Qualquer um sempre tem algo para dividir, ensinar, compartilhar, precisamos aprender a conviver com a diversidade de valores, crenças, raças, e estamos aprendendo isto agora, esta é uma das vantagens do progresso, à necessidade de nos unirmos, de nos conscientizar que somos  agentes de mudança e não mero espectador dos acontecimentos.
A felicidade dos nossos filhos geralmente inclui também a alegria dos pais. Portanto a melhor saída é caminhar próximo dos filhos, pois só assim todos vão chegar ao mesmo objetivo.
 
 
SUGESTÕES PARA LEITURA:
 
“Educar Sem Culpa”  Tânia Zagury  -  Ed. Record.
 
“Sem padecer no Paraíso”  Tânia Zagury  –  Ed. Record.
 
“A Auto –Estima do Seu Filho”  Dorothy C. Briggs  –  Ed. Martins Fontes.
 
“Seja Feliz Meu filho”  Içami Tiba  –  Ed. Gente.
 
 
VISITE A INTERNET COM TEXTOS DA AUTORA:
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7375 - Fortalecendo os Pais
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7367 - Por que estão difícil aprender a ler e a escrever
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7539 - Por que falamos em Ética, hoje?
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7541 - Alfabetização: dilema  nosso de cada dia
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7820 - Projetos Colaborativos na Internet
 
        www.ola3.com/item.asp?Item=7821-Jovens em Ação: não sejam inocentes na Internet.
14/04/2003 21:50
De: ADRIANA (drifranzolin@bol.com.br)
IP: 200.230.66.222-10.10.4.37

Re: Novo horário das próximas aulas

ROSA NÃO SEI O QUE FIZ QUE APAGOU TUDO NÃO SEI SE RECEBEU MINHA RESPOSTA PERDI MUITA COISA NA AULA DESTA SEMANA NÃO PUDE IR PORQUE TRABALHEI.
MEU PROJETO ESTÁ CAMINHANDO  VC ANDA RECEBENDO MEUS E-MAIL ESTOU APRENDENDO A MEXER NO COMPUTADOR. MANDE MENSAGEM IGUAL QUE MANDOU PARA MIM NA ESCOLA PARA A JULIANA ELA TEM O OUTLOK COM A MUSICA DO ERA ELA GOSTOU MUITO.
O TOFFY MORREU FOI UMA CHORADEIRA SÓ  FOI DERREPENTE DOENÇA DE CARRAPATO.
ABRAÇOS
E À TODOS VEEM SE MANDA MENSAGEM NÃO SÓ DE TRABALHO MAS PARA NÓS SABERMOS DE VCS ESTOU COM SAUDADES DE TODOS VIRAM!!!!!!!!!!
08/04/2003 14:30
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.153.168

Re: Projeto - hiperatividade - Olhe esse site e esse texto

www.hiperatividade.com.br  - Patrícia tem muita coisa nesse site, espero que sirva.
Hiperatividade: Compreensão, Avaliação e Atuação:  Uma Visão Geral sobre o TDAH
Publicado em Sáb, abril 21 @ 21:26:45  
Sam Goldstein, PhD*
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade.  Esses problemas resultam de um desenvolvimento não adequado e causam dificuldades na vida diária. O TDAH é um distúrbio bio-psicossocial, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados.  Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 5% da população durante toda a vida.   Diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas pessoas.  Acredita-se que, através de diagnóstico e tratamento corretos,  um grande número dos problemas, como repetência escolar e abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou, até mesmo, evitado.
Até há algum tempo atrás, pensava-se que os sintomas do TDAH diminuíam com a adolescência.  As pesquisas mostraram que a maioria das crianças com TDAH chega à maturidade com um padrão de problemas muito similar aos da infância e que adultos com TDAH experimentam dificuldades no trabalho, na comunidade e com suas famílias.  Também há registros de um número maior de problemas emocionais, incluindo depressão e ansiedade.
Em 1902, pesquisadores descreveram pela primeira vez  as características dos problemas de impulsividade, falta de atenção e hiperatividade apresentados por crianças com TDAH.  Desde então, o distúrbio foi denominado de várias maneiras, entre elas, Disfunção Cerebral Mínima, Reação Hipercinética da Infância e Distúrbio de Déficit de Atenção.  A 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, atualmente descreve este conjunto de problemas como Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.  
O Problema
O TDAH interfere na habilidade da pessoa de manter a atenção - especialmente em tarefas repetitivas - de controlar adequadamente as emoções e o nível de atividade, de enfrentar conseqüências consistentemente e, talvez o mais importante, na habilidade de controle e inibição.  Inibição refere-se à capacidade de evitar a expressão de forças poderosas que levam a agir sob o domínio do impulso, de modo a permitir que haja tempo para o autocontrole.  As pessoas com TDAH até podem saber o que deve ser feito, mas não conseguem fazer aquilo que sabem devido à inabilidade de realmente poder parar e pensar antes de reagir, não importando o ambiente ou a tarefa.
As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na  primeira infância.  O distúrbio é caracterizado por comportamentos crônicos, com duração de no mínimo 6 meses, que se instalam definitivamente antes dos 7 anos.  Atualmente, 4 subtipos de TDAH foram classificados:
1. TDAH - tipo desatento - a pessoa apresenta, pelo menos, seis das seguintes características:
Não enxerga detalhes ou faz erros por falta de cuidado.
Dificuldade em manter a atenção.
Parece não ouvir.
Dificuldade em seguir instruções.
Dificuldade na organização.
Evita/não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
Freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade.
Distrai-se com facilidade.
Esquecimento nas atividades diárias.
2. TDAH - tipo hiperativo/impulsivo - é definido se a pessoa apresenta seis das seguintes características:
Inquietação, mexendo as mãos e os pés ou se remexendo na cadeira.
Dificuldade em permanecer sentada.
Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente (em adultos, há um sentimento subjetivo de inquietação).
Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente.
Fala excessivamente.
Responde a perguntas antes delas serem formuladas.
Age como se fosse movida a motor.
Dificuldade em esperar sua vez.
Interrompe e se intromete.
3.  TDAH - tipo combinado - é caracterizado  pela pessoa que apresenta os dois conjuntos de critérios dos tipos desatento e hiperativo/impulsivo.
4.  TDAH - tipo não específico; a pessoa apresenta algumas características mas número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo.  Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária.
Na idade escolar, crianças com TDAH apresentam uma maior probabilidade de repetência, evasão escolar, baixo rendimento acadêmico e dificuldades emocionais e de relacionamento social.  Supõe-se que os sintomas do TDAH sejam catalisadores, tornando as crianças vulneráveis ao fracasso nas duas áreas mais importantes para um bom  desenvolvimento - a escola e o relacionamento com os colegas.  
À medida que cresce o conhecimento médico, educacional, psicológico e da comunidade a respeito dos sintomas e dos problemas ocasionados pelo TDAH, um número cada vez maior de pessoas está sendo corretamente  identificado, diagnosticado e tratado.   Mesmo assim, suspeita-se que um grupo significativo  de pessoas com TDAH ainda permanece não identificado ou com diagnóstico incorreto.  Seus problemas se intensificam e provocam situações muito difíceis no confronto da vida normal.  
O TDAH é com freqüência apresentado, erroneamente, como um tipo específico de problema de aprendizagem.  Ao contrário, é um distúrbio de realização.  Sabe-se que as crianças com TDAH são capazes de aprender, mas têm dificuldade em se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas do TDAH têm sobre uma boa atuação.  Por outro lado, 20% a 30% das crianças com TDAH também apresentam um problema de aprendizagem, o que complica ainda mais a identificação correta e o tratamento adequado.  Pessoas que apresentaram sintomas de TDAH na infância demonstraram uma probabilidade maior de desenvolver problemas relacionados com comportamento opositivo desafiador, delinqüência, transtorno de conduta, depressão e ansiedade.    Os pesquisadores, no entanto, sugerem que o resultado desastroso apresentado por alguns adolescentes não é uma conseqüência apenas  do TDAH mas, antes, uma combinação de TDAH com outros transtornos de comportamento, especialmente nos jovens ligados a atitudes criminosas e abuso de substâncias.
Relatos sobre adultos com TDAH mostram que eles enfrentam problemas sérios de comportamento anti-social, desempenho educacional e profissional pouco satisfatórios, depressão, ansiedade e abuso de substâncias.  Infelizmente, muitos adultos de hoje não foram diagnosticados como crianças com TDAH.  Cresceram lutando com uma deficiência que, freqüentemente, passou sem  diagnóstico, foi mal diagnosticada ou, então, incorretamente tratada.
A maioria dos adultos com TDAH apresenta sintomas muito similares aos apresentados pelas crianças.  São freqüentemente inquietos, facilmente distraídos, lutam para conseguir manter o nível de atenção, são impulsivos e impacientes.  Suas dificuldades em manejar situações de “stress” levam a grandes demonstrações de emoção.  No ambiente de trabalho, é possível que não consigam alcançar boa posição profissional ou status compatível com sua educação familiar ou habilidade intelectual.
Causa
Quando se pensa em TDAH, a responsabilidade sobre a causa geralmente recai sobre toxinas, problemas no desenvolvimento, alimentação, ferimentos ou malformação, problemas familiares e hereditariedade.  Já foi sugerido que essas possíveis causas afetam o funcionamento do cérebro e, como tal, o TDAH pode ser  considerado um distúrbio funcional do cérebro.  Pesquisas mostram diferenças significativas na estrutura e no funcionamento do cérebro de pessoas com TDAH, particularmente nas áreas do hemisfério direito do cérebro, no córtex pré-frontal, gânglios da base, corpo caloso e cerebelo.  Esses estudos estruturais e metabólicos, somados a estudos genéticos e sobre a família, bem como a pesquisas sobre reação a drogas, demonstram claramente que o TDAH é um transtorno neurobiológico.  Apesar da intensidade dos problemas experimentados pelos portadores do TDAH variar de acordo com suas experiências de vida, está claro que a genética é o fator básico na determinação do aparecimento dos sintomas do TDAH.
Diagnóstico
O diagnóstico do TDAH é um processo de múltiplas facetas.  Diversos problemas biológicos e psicológicos podem contribuir para a manifestação de sintomas similares apresentados por pessoas com TDAH.  Por exemplo, a falta de atenção é uma das 9 características do processo de depressão.  Impulsividade é uma descrição típica de delinqüência.
O diagnóstico de TDAH  pede uma avaliação ampla . Não se pode deixar de considerar e avaliar outras causas para o problema, assim, é preciso estar atentos à presença de distúrbios concomitantes (comorbidades).  O aspecto mais importante do processo de diagnóstico é um cuidadoso histórico clínico e desenvolvimental.  A avaliação do TDAH inclui, freqüentemente, um levantamento do funcionamento intelectual, acadêmico, social e emocional.  O exame médico também é importante para esclarecer possíveis causas de sintomas semelhantes aos do TDAH (por exemplo,  reação adversa à medicação, problemas de tiróide, etc.)   O processo de diagnóstico deve incluir dados recolhidos com professores e outros adultos que, de alguma maneira, interagem de maneira rotineira com a pessoa sendo avaliada.  Embora se tenha tornado prática popular testar algumas habilidades como resolução de problemas, trabalhos de computação e outras,  a validade dessa prática bem como sua contribuição adicional a um diagnóstico correto continuam a ser analisadas pelos pesquisadores.  
No diagnóstico de adultos com TDAH, mais importante ainda é conseguir o histórico cuidadoso da infância, do desempenho acadêmico, dos problemas comportamentais e profissionais.  À medida que aumenta o reconhecimento de que o transtorno é permanente durante a vida da pessoa, os métodos e questionários relacionados com o diagnóstico de um adulto com TDAH estão sendo padronizados e se tornando cada vez mais acessíveis.
Tratamento
O tratamento de crianças com TDAH exige um esforço coordenado entre os profissionais das áreas médica, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais. Esta combinação de tratamentos oferecidos por diversas fontes é denominada de intervenção multidisciplinar.  Um tratamento com esse tipo de abordagem inclui:
treinamento dos pais quanto à verdadeira natureza do TDAH e em desenvolvimento de estratégias de controle efetivo do  comportamento;
um programa pedagógico adequado;
aconselhamento individual e familiar, quando necessário, para evitar o aumento de conflitos na família;
uso de medicação, quando necessário.
Os medicamentos mais utilizados para o controle dos sintomas do TDAH são os psicoestimulantes; 70% a 80% das crianças e dos adultos com TDAH apresentam uma resposta positiva.  Esse tipo de medicamento é considerado “performance enhancer”.  Portanto, eles  podem, até certo ponto, estimular a performance de todas as pessoas.  Mas, em razão do problema específico que apresentam, crianças com TDAH apresentam uma melhora dramática, com redução do comportamento impulsivo e hiperativo e aumento da capacidade de atenção.  
O controle do comportamento é uma intervenção importante para crianças com TDAH.  O uso eficiente do reforço positivo combinado com punições num modelo denominado “custo de resposta” tem sido uma maneira particularmente bem sucedida de lidar com crianças portadoras do transtorno.
O sucesso na sala de aula freqüentemente exige uma série de intervenções.  A maioria das crianças com TDAH pode permanecer na classe normal, com pequenos arranjos na arrumação da sala, utilização de um auxiliar e/ou programas especiais  a serem utilizados fora da sala de aula.  As crianças com problemas mais sérios exigem salas de aulas especiais.
Os adultos com TDAH apresentam resposta aos estimulantes e outros medicamentos semelhante à das crianças.  Eles também podem se beneficiar aprendendo a estruturar seu meio ambiente, desenvolvendo hábitos organizacionais e procurando um aconselhamento profissional.  Quando necessário, uma psicoterapia de curto prazo pode ajudar a enfrentar as exigências da vida e os problemas pessoais do momento. Terapias mais prolongadas podem ensinar a mudar comportamentos e a criar estratégias de enfrentamento a pessoas que    apresentam uma combinação de TDAH e problemas concomitantes - especialmente depressão.
Aumenta a cada dia o reconhecimento  da eficiência dos tratamentos na redução dos sintomas imediatos apresentados por pessoas com TDAH.  Os pesquisadores, no entanto, acreditam que somente reduzir os sintomas das crianças com TDAH não traz resultados satisfatórios a longo prazo.  Assim, aumenta a consciência de que os fatores que predispõem todas as crianças à uma vida bem sucedida são especialmente importantes para as crianças que apresentam problemas relacionados a distúrbios como o TDAH.  Há uma maior aceitação da necessidade de “equilibrar a balança” para as pessoas com TDAH.  Portanto, os tratamentos são aplicados para permitir alívio dos sintomas enquanto se trabalha no sentido de assistir a pessoa a construir uma vida bem sucedida.  A máxima “tornar as tarefas interessantes e fazer o pagamento valer a pena” parece ser extremamente importante para as pessoas com TDAH.
Pais
Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH freqüentemente começam com ampla divulgação de informação.  Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas  disponíveis com dados a respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas  que podem ser usadas por familiares.  A lista que segue revê nove pontos de uma série de estratégias que podem ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH (Goldstein e Goldstein, 1998).
1.  Aprender o que é TDAH
 * Os pais devem compreender que, para poder controlar em casa o comportamento resultante do TDAH, é preciso ter um conhecimento correto do distúrbio e suas complicações.
2.  Incapacidade de compreensão versus rebeldia
   * Os pais devem desenvolver a capacidade de distinguir entre  problemas que resultam de incapacidade e problemas que resultam de recusa ativa em obedecer ordens. Os primeiros devem ser tratados através da educação e desenvolvimento de habilidades.  Os outros são resolvidos de maneira satisfatória através de manipulação das conseqüências.
3.  Dar instruções positivas
  * Pais devem cuidar para que seus pedidos sejam feitos de maneira  positiva ao invés de negativa.  Uma indicação positiva mostra para a criança o que deve começar a ser feito e evita que ela focalize em parar o que está fazendo.
4.  Recompensar
   * Os pais devem recompensar amplamente o comportamento adequado.  Crianças com TDAH exigem respostas imediatas, freqüentes, previsíveis e coerentemente aplicadas ao seu comportamento.  Da mesma maneira, necessitam de  mais tentativas para aprender corretamente.  Quando a criança consegue completar uma tarefa ou realiza alguma coisa corretamente, deve ser recompensada socialmente ou com algo tangível mais freqüentemente que o normal.
5.  Escolher as batalhas
   * Os pais deveriam escolher quando e como gastar suas energias numa batalha, sempre reforçando o positivo, aplicando conseqüências imediatas para comportamentos que não podem se ignorados e usando o sistema de créditos ou pontos.  É essencial que os pais estejam sempre um passo a frente.
6.  Usar técnicas de “custo de resposta”  
    * Os pais devem entender bem o que seja “custo de resposta”, uma técnica de punição em que se pode perder o que se ganhou.
7.  Planejar adequadamente
   * Os pais devem aprender a reagir aos limites de seu filho  de maneira positiva e ativa.  Aceitar o diagnóstico de TDAH significa aceitar a necessidade de fazer modificações no ambiente da criança.  A rotina deve ser consistente e raramente variar.  As regras devem ser dadas de maneira clara e concisa.  Atividades ou situações em que já ocorreram problemas devem ser evitadas ou cuidadosamente planejadas.  
8.  Punir adequadamente
* Os pais devem compreender que a punição sozinha não irá reduzir os sintomas de TDAH. Punir deve ser uma atitude diretamente relacionada apenas a um comportamento declaradamente desobediente. No entanto, a punição só trará modificação de comportamento para crianças com TDAH se acompanhada de uma estratégia de controle.
9.  Construir ilhas de competência
 * O que realmente importa para o sucesso dessa criança na vida é o que existe de certo com ela e não o que está errado.  Cada vez mais, a área da saúde mental  focaliza seu trabalho em aumentar os pontos fortes em vez de tentar diminuir os pontos fracos.  Uma das melhores maneiras de criar pontos fortes é uma boa relação dos pais com seu filho.
Escola
Uma sala de aula eficiente para crianças desatentas deve ser organizada e estruturada.  A estrutura supõe regras claras, um programa previsível e carteiras separadas.  Os prêmios devem ser coerentes e freqüentes.  Um programa de reforço baseado em ganho e perda  deve ser parte integral do trabalho da classe.  A avaliação do professor deve ser freqüente e imediata.  Interrupções e pequenos incidentes têm menores conseqüências se ignorados.  O material  didático deve estar adequado à habilidade da criança.  Estratégias cognitivas que facilitam a auto-correção, assim como melhoram o comportamento nas tarefas, devem ser ensinadas.  As tarefas devem variar, mas continuar sendo interessantes para os alunos.  Os horários de transição, bem como os intervalos e reuniões especiais, devem ser supervisionados.  Pais e professores devem manter uma comunicação freqüente.  Os professores também precisam estar atentos à qualidade de reforço negativo do seu comportamento.  As expectativas devem ser adequadas ao nível de habilidade da criança e deve-se estar preparado para mudanças.
Os professores devem ter conhecimento do conflito incompetência x desobediência, e aprender a discriminar entre os dois tipos de problema.  É preciso desenvolver um repertório de intervenções para  poder atuar eficientemente no ambiente da sala de aula de uma criança com TDAH.  Essas intervenções minimizam o impacto negativo do temperamento da criança.  Um segundo repertório de intervenções deve ser desenvolvido para educar e melhorar as habilidades deficientes da criança com TDAH.  
Dois livros excelentes para professores em sala de aula, que oferecem uma visão de situação, assunto e intervenções de acordo com os diversos níveis, são: “How to Reach and Teach ADD/ADHD Children”, de Sandra Rief, e “Attention Deficit Disorder: Strategies for School Age Children”, de Clare Jones.  O novo texto de George DuPaul e Gary Stoner, “ADHD in the Schools”, é altamente recomendado para supervisores.
Um ótimo manual para estratégias de sala de aula para crianças com TDAH foi recentemente publicado pelo Council for Exceptional Children (Conselho para as Crianças Excepcionais) - “Attention Deficit Disorder: Identification, Programs and Interventions”.  O manual foi redigido por Ron Reeve, Ph.D. e seus colegas da Universidade da Virginia, e traz dados bastante atualizados.  Informação de como  receber esse material nos seguintes endereços:
Council for Exceptional Children
1920 Association Drive, Dept. 9945D
Reston, VA. 22091
ou
Ronald Reeve, Ph.D.
Department of School Psychology, University of Virginia
405 Emmett Street, Rfner Hall
Charlottesville, VA. 22903-2495
Sugestões para Intervenções do Professor
Há uma grande variedade de intervenções específicas que o professor pode fazer para ajudar a criança com TDAH a se ajustar melhor à sala de aula:
Proporcionar estrutura, organização e constância (exemplo: sempre a mesma arrumação das cadeiras ou carteiras, programas diários, regras claramente definidas)
Colocar a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor, na parte de fora do grupo.
Encorajar freqüentemente, elogiar e ser afetuoso, porque essas crianças desanimam facilmente.  Dar responsabilidades que elas possam cumprir faz com que se sintam necessárias e valorizadas.  Começar com tarefas simples e gradualmente mudar para mais complexas.
Proporcionar um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de madeira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude.
Nunca provocar constrangimento ou menosprezar o aluno.
Proporcionar trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favorecer oportunidades sociais.Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos.  
Comunicar-se com os pais.  Geralmente, eles sabem o que funciona melhor para o seu filho.
Ir devagar com o trabalho.  Doze tarefas de 5 minutos cada uma traz melhores resultados do que duas tarefas de meia hora.  Mudar o ritmo ou o tipo de tarefa com freqüência elimina a  necessidade de ficar enfrentando a inabilidade de sustentar a atenção, e isso vai ajudar a auto-percepção.
Favorecer oportunidades para movimentos monitorados, como uma ida à secretaria, levantar para apontar o lápis, levar um bilhete para o professor, regar as plantas ou dar de comer ao mascote da classe.
Adaptar suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH.  Por exemplo, se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não esperar que ele se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula.
Recompensar os esforços, a persistência e o comportamento bem sucedido ou bem planejado.
Proporcionar exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade.  Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante.
Favorecer freqüente contato aluno/professor.  Isto permite um “controle” extra sobre a criança com TDAH, ajuda-a a começar e continuar a tarefa, permite um auxílio adicional e mais significativo, além de possibilitar oportunidades de reforço positivo e incentivo para um comportamento mais adequado.
Colocar limites claros e objetivos;  ter uma atitude disciplinar equilibrada e proporcionar avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado.
Assegurar que as instruções sejam claras, simples e dadas uma de cada vez, com um mínimo de distrações.
Evitar segregar a criança que talvez precise de um canto isolado com biombo para diminuir o apelo das distrações; fazer do canto um lugar de recompensa para atividades bem feitas em vez de um lugar de castigo.
Desenvolver um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos.
Estabelecer intervalos previsíveis de períodos sem trabalho que a criança pode ganhar como recompensa por esforço feito.  Isso ajuda a aumentar o tempo da atenção concentrada e o controle da impulsividade através de um processo gradual de treinamento.
Reparar se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas.  Isso pode ser um sinal de dificuldades de coordenação ou auditivas que exigem uma intervenção adicional.
Preparar com antecedência a criança para as novas situações. Ela é muito sensível em relação às suas deficiências e facilmente se assusta ou se desencoraja.
Desenvolver métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH.  No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente irá precisar de tempo extra para completar sua tarefa.
Não ser mártir!  Reconhecer os limites da sua tolerância e modificar o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável.  O fato de fazer mais do que realmente quer fazer traz ressentimento e frustração.  
Permanecer em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola.  Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.
Prognóstico
Crianças com TDAH estão sujeitas ao fracasso escolar, a dificuldades emocionais e a um desempenho significativamente negativo como adultos quando comparadas a seus colegas.  No entanto, a identificação precoce do problema, seguida de tratamento adequado, tem demonstrado que essas crianças podem vencer os obstáculos.  
O tópico TDAH provavelmente continuará sendo o mais amplamente pesquisado e debatido nas áreas da saúde mental e desenvolvimento da criança.   Coisas novas acontecem a cada dia.  O  Instituto Nacional de Saúde Mental  acaba de completar um estudo multidisciplinar de 5 anos sobre tratamento de TDAH que proporciona uma série de respostas mais abrangentes sobre o diagnóstico, tratamento e desenvolvimento de pessoas portadoras de TDAH.  Os estudos sobre genética molecular possivelmente cheguem a identificar o gene relacionado com esse distúrbio.    
Com a crescente conscientização e compreensão da comunidade em relação ao impacto significativo que os sintomas do TDAH têm sobre as pessoas e suas famílias, o futuro parece mais promissor.
* Sam Goldstein é psicólogo, diretor do Centro de Neurologia, Aprendizagem e Comportamento em Salt Lake City, Utah, USA, autor de inúmeros livros sobre TDAH.  
16/07/2003 20:07
De: Erica
IP: 200.212.236.109

Amigas!!

Olá!
Queridas amigas psicopedagogas, rs...
Já estou com saudades de vocês.
Um grande abraço
Erica
Ps assim que meu scanner ficar pronto mandarei as fotos via e-mails
27/05/2003 21:37
De: Marlene
IP: 200.226.204.8

Re: Projetos

GOSTARIA DE RECEBER UM ROJETO COMO MODELO, POIS ESTOU COM DIFICULDADES EM MONTAR O MEU, O CELSO MARCOU UMA ORIENTAÇÃO COMIGO NO DIA 21/05, E NÃO APRARECEU.
                                     ABRAÇOS!
08/04/2003 07:30
De: Patricia Kelly
IP: 200.161.29.41

Projeto - hiperatividade

Fico grata se alguém puder me ajudar enviando algo que fale sobre A hiperatividade . Estou montando um projeto que fale sobre O QUE OS PROFESSORES ENTENDEM POR HIPERATIVIDADE , ESSES ALUNOS REALMENTE ESTÃO SENDO AVALIADOS CORRETAMENTE???
14/04/2003 21:40
De: (drifranzolin@bol.com.br)
IP: 200.230.66.222-10.10.4.37

Re: Informação

ROSA VC PEGOU APOSTILA PARA MIM NÃO PUDE IR PORQUE TRABALHEI ESSE FIANL DE SEMANA.
O QUE A VERA DEU?
PERDI COISAS IMPORTANTE PELO JEITO.
FICO SEM VER TODO MUNDO FICO COM SAUDADE DE TODOS VIRAM!!!!!!
ROSA MANDE MENSAGEM PARA A JULIANA MINHA FILHA ESTOU MAIS CONTENTE MEU PROJETO ESTÁ CAMINHANDO
ABRAÇOS
AH! MEU CACHORRINHO MORREU NA QUARTA-FEIRA FOI UMA CHORADEIRA SÓ......
08/04/2003 14:21
De: Rosa (trecy@bol.com.br)
IP: 200.100.153.168

Re: Projeto - Hiperatividade

Visite esse site Patrícia, tem muita coisa sobre o seu assunto:
www.hiperatividade.com.br
Espero que sirva o que estou mandando.
Hiperatividade: Compreensão, Avaliação e Atuação:  Uma Visão Geral sobre o TDAH
Publicado em Sáb, abril 21 @ 21:26:45  
Sam Goldstein, PhD*
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade.  Esses problemas resultam de um desenvolvimento não adequado e causam dificuldades na vida diária. O TDAH é um distúrbio bio-psicossocial, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados.  Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 5% da população durante toda a vida.   Diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas pessoas.  Acredita-se que, através de diagnóstico e tratamento corretos,  um grande número dos problemas, como repetência escolar e abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou, até mesmo, evitado.
Até há algum tempo atrás, pensava-se que os sintomas do TDAH diminuíam com a adolescência.  As pesquisas mostraram que a maioria das crianças com TDAH chega à maturidade com um padrão de problemas muito similar aos da infância e que adultos com TDAH experimentam dificuldades no trabalho, na comunidade e com suas famílias.  Também há registros de um número maior de problemas emocionais, incluindo depressão e ansiedade.
Em 1902, pesquisadores descreveram pela primeira vez  as características dos problemas de impulsividade, falta de atenção e hiperatividade apresentados por crianças com TDAH.  Desde então, o distúrbio foi denominado de várias maneiras, entre elas, Disfunção Cerebral Mínima, Reação Hipercinética da Infância e Distúrbio de Déficit de Atenção.  A 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, atualmente descreve este conjunto de problemas como Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.  
O Problema
O TDAH interfere na habilidade da pessoa de manter a atenção - especialmente em tarefas repetitivas - de controlar adequadamente as emoções e o nível de atividade, de enfrentar conseqüências consistentemente e, talvez o mais importante, na habilidade de controle e inibição.  Inibição refere-se à capacidade de evitar a expressão de forças poderosas que levam a agir sob o domínio do impulso, de modo a permitir que haja tempo para o autocontrole.  As pessoas com TDAH até podem saber o que deve ser feito, mas não conseguem fazer aquilo que sabem devido à inabilidade de realmente poder parar e pensar antes de reagir, não importando o ambiente ou a tarefa.
As características do TDAH aparecem bem cedo para a maioria das pessoas, logo na  primeira infância.  O distúrbio é caracterizado por comportamentos crônicos, com duração de no mínimo 6 meses, que se instalam definitivamente antes dos 7 anos.  Atualmente, 4 subtipos de TDAH foram classificados:
1. TDAH - tipo desatento - a pessoa apresenta, pelo menos, seis das seguintes características:
Não enxerga detalhes ou faz erros por falta de cuidado.
Dificuldade em manter a atenção.
Parece não ouvir.
Dificuldade em seguir instruções.
Dificuldade na organização.
Evita/não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado.
Freqüentemente perde os objetos necessários para uma atividade.
Distrai-se com facilidade.
Esquecimento nas atividades diárias.
2. TDAH - tipo hiperativo/impulsivo - é definido se a pessoa apresenta seis das seguintes características:
Inquietação, mexendo as mãos e os pés ou se remexendo na cadeira.
Dificuldade em permanecer sentada.
Corre sem destino ou sobe nas coisas excessivamente (em adultos, há um sentimento subjetivo de inquietação).
Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente.
Fala excessivamente.
Responde a perguntas antes delas serem formuladas.
Age como se fosse movida a motor.
Dificuldade em esperar sua vez.
Interrompe e se intromete.
3.  TDAH - tipo combinado - é caracterizado  pela pessoa que apresenta os dois conjuntos de critérios dos tipos desatento e hiperativo/impulsivo.
4.  TDAH - tipo não específico; a pessoa apresenta algumas características mas número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo.  Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária.
Na idade escolar, crianças com TDAH apresentam uma maior probabilidade de repetência, evasão escolar, baixo rendimento acadêmico e dificuldades emocionais e de relacionamento social.  Supõe-se que os sintomas do TDAH sejam catalisadores, tornando as crianças vulneráveis ao fracasso nas duas áreas mais importantes para um bom  desenvolvimento - a escola e o relacionamento com os colegas.  
À medida que cresce o conhecimento médico, educacional, psicológico e da comunidade a respeito dos sintomas e dos problemas ocasionados pelo TDAH, um número cada vez maior de pessoas está sendo corretamente  identificado, diagnosticado e tratado.   Mesmo assim, suspeita-se que um grupo significativo  de pessoas com TDAH ainda permanece não identificado ou com diagnóstico incorreto.  Seus problemas se intensificam e provocam situações muito difíceis no confronto da vida normal.  
O TDAH é com freqüência apresentado, erroneamente, como um tipo específico de problema de aprendizagem.  Ao contrário, é um distúrbio de realização.  Sabe-se que as crianças com TDAH são capazes de aprender, mas têm dificuldade em se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas do TDAH têm sobre uma boa atuação.  Por outro lado, 20% a 30% das crianças com TDAH também apresentam um problema de aprendizagem, o que complica ainda mais a identificação correta e o tratamento adequado.  Pessoas que apresentaram sintomas de TDAH na infância demonstraram uma probabilidade maior de desenvolver problemas relacionados com comportamento opositivo desafiador, delinqüência, transtorno de conduta, depressão e ansiedade.    Os pesquisadores, no entanto, sugerem que o resultado desastroso apresentado por alguns adolescentes não é uma conseqüência apenas  do TDAH mas, antes, uma combinação de TDAH com outros transtornos de comportamento, especialmente nos jovens ligados a atitudes criminosas e abuso de substâncias.
Relatos sobre adultos com TDAH mostram que eles enfrentam problemas sérios de comportamento anti-social, desempenho educacional e profissional pouco satisfatórios, depressão, ansiedade e abuso de substâncias.  Infelizmente, muitos adultos de hoje não foram diagnosticados como crianças com TDAH.  Cresceram lutando com uma deficiência que, freqüentemente, passou sem  diagnóstico, foi mal diagnosticada ou, então, incorretamente tratada.
A maioria dos adultos com TDAH apresenta sintomas muito similares aos apresentados pelas crianças.  São freqüentemente inquietos, facilmente distraídos, lutam para conseguir manter o nível de atenção, são impulsivos e impacientes.  Suas dificuldades em manejar situações de “stress” levam a grandes demonstrações de emoção.  No ambiente de trabalho, é possível que não consigam alcançar boa posição profissional ou status compatível com sua educação familiar ou habilidade intelectual.
Causa
Quando se pensa em TDAH, a responsabilidade sobre a causa geralmente recai sobre toxinas, problemas no desenvolvimento, alimentação, ferimentos ou malformação, problemas familiares e hereditariedade.  Já foi sugerido que essas possíveis causas afetam o funcionamento do cérebro e, como tal, o TDAH pode ser  considerado um distúrbio funcional do cérebro.  Pesquisas mostram diferenças significativas na estrutura e no funcionamento do cérebro de pessoas com TDAH, particularmente nas áreas do hemisfério direito do cérebro, no córtex pré-frontal, gânglios da base, corpo caloso e cerebelo.  Esses estudos estruturais e metabólicos, somados a estudos genéticos e sobre a família, bem como a pesquisas sobre reação a drogas, demonstram claramente que o TDAH é um transtorno neurobiológico.  Apesar da intensidade dos problemas experimentados pelos portadores do TDAH variar de acordo com suas experiências de vida, está claro que a genética é o fator básico na determinação do aparecimento dos sintomas do TDAH.
Diagnóstico
O diagnóstico do TDAH é um processo de múltiplas facetas.  Diversos problemas biológicos e psicológicos podem contribuir para a manifestação de sintomas similares apresentados por pessoas com TDAH.  Por exemplo, a falta de atenção é uma das 9 características do processo de depressão.  Impulsividade é uma descrição típica de delinqüência.
O diagnóstico de TDAH  pede uma avaliação ampla . Não se pode deixar de considerar e avaliar outras causas para o problema, assim, é preciso estar atentos à presença de distúrbios concomitantes (comorbidades).  O aspecto mais importante do processo de diagnóstico é um cuidadoso histórico clínico e desenvolvimental.  A avaliação do TDAH inclui, freqüentemente, um levantamento do funcionamento intelectual, acadêmico, social e emocional.  O exame médico também é importante para esclarecer possíveis causas de sintomas semelhantes aos do TDAH (por exemplo,  reação adversa à medicação, problemas de tiróide, etc.)   O processo de diagnóstico deve incluir dados recolhidos com professores e outros adultos que, de alguma maneira, interagem de maneira rotineira com a pessoa sendo avaliada.  Embora se tenha tornado prática popular testar algumas habilidades como resolução de problemas, trabalhos de computação e outras,  a validade dessa prática bem como sua contribuição adicional a um diagnóstico correto continuam a ser analisadas pelos pesquisadores.  
No diagnóstico de adultos com TDAH, mais importante ainda é conseguir o histórico cuidadoso da infância, do desempenho acadêmico, dos problemas comportamentais e profissionais.  À medida que aumenta o reconhecimento de que o transtorno é permanente durante a vida da pessoa, os métodos e questionários relacionados com o diagnóstico de um adulto com TDAH estão sendo padronizados e se tornando cada vez mais acessíveis.
Tratamento
O tratamento de crianças com TDAH exige um esforço coordenado entre os profissionais das áreas médica, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais. Esta combinação de tratamentos oferecidos por diversas fontes é denominada de intervenção multidisciplinar.  Um tratamento com esse tipo de abordagem inclui:
treinamento dos pais quanto à verdadeira natureza do TDAH e em desenvolvimento de estratégias de controle efetivo do  comportamento;
um programa pedagógico adequado;
aconselhamento individual e familiar, quando necessário, para evitar o aumento de conflitos na família;
uso de medicação, quando necessário.
Os medicamentos mais utilizados para o controle dos sintomas do TDAH são os psicoestimulantes; 70% a 80% das crianças e dos adultos com TDAH apresentam uma resposta positiva.  Esse tipo de medicamento é considerado “performance enhancer”.  Portanto, eles  podem, até certo ponto, estimular a performance de todas as pessoas.  Mas, em razão do problema específico que apresentam, crianças com TDAH apresentam uma melhora dramática, com redução do comportamento impulsivo e hiperativo e aumento da capacidade de atenção.  
O controle do comportamento é uma intervenção importante para crianças com TDAH.  O uso eficiente do reforço positivo combinado com punições num modelo denominado “custo de resposta” tem sido uma maneira particularmente bem sucedida de lidar com crianças portadoras do transtorno.
O sucesso na sala de aula freqüentemente exige uma série de intervenções.  A maioria das crianças com TDAH pode permanecer na classe normal, com pequenos arranjos na arrumação da sala, utilização de um auxiliar e/ou programas especiais  a serem utilizados fora da sala de aula.  As crianças com problemas mais sérios exigem salas de aulas especiais.
Os adultos com TDAH apresentam resposta aos estimulantes e outros medicamentos semelhante à das crianças.  Eles também podem se beneficiar aprendendo a estruturar seu meio ambiente, desenvolvendo hábitos organizacionais e procurando um aconselhamento profissional.  Quando necessário, uma psicoterapia de curto prazo pode ajudar a enfrentar as exigências da vida e os problemas pessoais do momento. Terapias mais prolongadas podem ensinar a mudar comportamentos e a criar estratégias de enfrentamento a pessoas que    apresentam uma combinação de TDAH e problemas concomitantes - especialmente depressão.
Aumenta a cada dia o reconhecimento  da eficiência dos tratamentos na redução dos sintomas imediatos apresentados por pessoas com TDAH.  Os pesquisadores, no entanto, acreditam que somente reduzir os sintomas das crianças com TDAH não traz resultados satisfatórios a longo prazo.  Assim, aumenta a consciência de que os fatores que predispõem todas as crianças à uma vida bem sucedida são especialmente importantes para as crianças que apresentam problemas relacionados a distúrbios como o TDAH.  Há uma maior aceitação da necessidade de “equilibrar a balança” para as pessoas com TDAH.  Portanto, os tratamentos são aplicados para permitir alívio dos sintomas enquanto se trabalha no sentido de assistir a pessoa a construir uma vida bem sucedida.  A máxima “tornar as tarefas interessantes e fazer o pagamento valer a pena” parece ser extremamente importante para as pessoas com TDAH.
Pais
Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH freqüentemente começam com ampla divulgação de informação.  Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas  disponíveis com dados a respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas  que podem ser usadas por familiares.  A lista que segue revê nove pontos de uma série de estratégias que podem ajudar os pais de crianças portadoras de TDAH (Goldstein e Goldstein, 1998).
1.  Aprender o que é TDAH
 * Os pais devem compreender que, para poder controlar em casa o comportamento resultante do TDAH, é preciso ter um conhecimento correto do distúrbio e suas complicações.
2.  Incapacidade de compreensão versus rebeldia
   * Os pais devem desenvolver a capacidade de distinguir entre  problemas que resultam de incapacidade e problemas que resultam de recusa ativa em obedecer ordens. Os primeiros devem ser tratados através da educação e desenvolvimento de habilidades.  Os outros são resolvidos de maneira satisfatória através de manipulação das conseqüências.
3.  Dar instruções positivas
  * Pais devem cuidar para que seus pedidos sejam feitos de maneira  positiva ao invés de negativa.  Uma indicação positiva mostra para a criança o que deve começar a ser feito e evita que ela focalize em parar o que está fazendo.
4.  Recompensar
   * Os pais devem recompensar amplamente o comportamento adequado.  Crianças com TDAH exigem respostas imediatas, freqüentes, previsíveis e coerentemente aplicadas ao seu comportamento.  Da mesma maneira, necessitam de  mais tentativas para aprender corretamente.  Quando a criança consegue completar uma tarefa ou realiza alguma coisa corretamente, deve ser recompensada socialmente ou com algo tangível mais freqüentemente que o normal.
5.  Escolher as batalhas
   * Os pais deveriam escolher quando e como gastar suas energias numa batalha, sempre reforçando o positivo, aplicando conseqüências imediatas para comportamentos que não podem se ignorados e usando o sistema de créditos ou pontos.  É essencial que os pais estejam sempre um passo a frente.
6.  Usar técnicas de “custo de resposta”  
    * Os pais devem entender bem o que seja “custo de resposta”, uma técnica de punição em que se pode perder o que se ganhou.
7.  Planejar adequadamente
   * Os pais devem aprender a reagir aos limites de seu filho  de maneira positiva e ativa.  Aceitar o diagnóstico de TDAH significa aceitar a necessidade de fazer modificações no ambiente da criança.  A rotina deve ser consistente e raramente variar.  As regras devem ser dadas de maneira clara e concisa.  Atividades ou situações em que já ocorreram problemas devem ser evitadas ou cuidadosamente planejadas.  
8.  Punir adequadamente
* Os pais devem compreender que a punição sozinha não irá reduzir os sintomas de TDAH. Punir deve ser uma atitude diretamente relacionada apenas a um comportamento declaradamente desobediente. No entanto, a punição só trará modificação de comportamento para crianças com TDAH se acompanhada de uma estratégia de controle.
9.  Construir ilhas de competência
 * O que realmente importa para o sucesso dessa criança na vida é o que existe de certo com ela e não o que está errado.  Cada vez mais, a área da saúde mental  focaliza seu trabalho em aumentar os pontos fortes em vez de tentar diminuir os pontos fracos.  Uma das melhores maneiras de criar pontos fortes é uma boa relação dos pais com seu filho.
Escola
Uma sala de aula eficiente para crianças desatentas deve ser organizada e estruturada.  A estrutura supõe regras claras, um programa previsível e carteiras separadas.  Os prêmios devem ser coerentes e freqüentes.  Um programa de reforço baseado em ganho e perda  deve ser parte integral do trabalho da classe.  A avaliação do professor deve ser freqüente e imediata.  Interrupções e pequenos incidentes têm menores conseqüências se ignorados.  O material  didático deve estar adequado à habilidade da criança.  Estratégias cognitivas que facilitam a auto-correção, assim como melhoram o comportamento nas tarefas, devem ser ensinadas.  As tarefas devem variar, mas continuar sendo interessantes para os alunos.  Os horários de transição, bem como os intervalos e reuniões especiais, devem ser supervisionados.  Pais e professores devem manter uma comunicação freqüente.  Os professores também precisam estar atentos à qualidade de reforço negativo do seu comportamento.  As expectativas devem ser adequadas ao nível de habilidade da criança e deve-se estar preparado para mudanças.
Os professores devem ter conhecimento do conflito incompetência x desobediência, e aprender a discriminar entre os dois tipos de problema.  É preciso desenvolver um repertório de intervenções para  poder atuar eficientemente no ambiente da sala de aula de uma criança com TDAH.  Essas intervenções minimizam o impacto negativo do temperamento da criança.  Um segundo repertório de intervenções deve ser desenvolvido para educar e melhorar as habilidades deficientes da criança com TDAH.  
Dois livros excelentes para professores em sala de aula, que oferecem uma visão de situação, assunto e intervenções de acordo com os diversos níveis, são: “How to Reach and Teach ADD/ADHD Children”, de Sandra Rief, e “Attention Deficit Disorder: Strategies for School Age Children”, de Clare Jones.  O novo texto de George DuPaul e Gary Stoner, “ADHD in the Schools”, é altamente recomendado para supervisores.
Um ótimo manual para estratégias de sala de aula para crianças com TDAH foi recentemente publicado pelo Council for Exceptional Children (Conselho para as Crianças Excepcionais) - “Attention Deficit Disorder: Identification, Programs and Interventions”.  O manual foi redigido por Ron Reeve, Ph.D. e seus colegas da Universidade da Virginia, e traz dados bastante atualizados.  Informação de como  receber esse material nos seguintes endereços:
Council for Exceptional Children
1920 Association Drive, Dept. 9945D
Reston, VA. 22091
ou
Ronald Reeve, Ph.D.
Department of School Psychology, University of Virginia
405 Emmett Street, Rfner Hall
Charlottesville, VA. 22903-2495
Sugestões para Intervenções do Professor
Há uma grande variedade de intervenções específicas que o professor pode fazer para ajudar a criança com TDAH a se ajustar melhor à sala de aula:
Proporcionar estrutura, organização e constância (exemplo: sempre a mesma arrumação das cadeiras ou carteiras, programas diários, regras claramente definidas)
Colocar a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor, na parte de fora do grupo.
Encorajar freqüentemente, elogiar e ser afetuoso, porque essas crianças desanimam facilmente.  Dar responsabilidades que elas possam cumprir faz com que se sintam necessárias e valorizadas.  Começar com tarefas simples e gradualmente mudar para mais complexas.
Proporcionar um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de madeira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude.
Nunca provocar constrangimento ou menosprezar o aluno.
Proporcionar trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favorecer oportunidades sociais.Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos.  
Comunicar-se com os pais.  Geralmente, eles sabem o que funciona melhor para o seu filho.
Ir devagar com o trabalho.  Doze tarefas de 5 minutos cada uma traz melhores resultados do que duas tarefas de meia hora.  Mudar o ritmo ou o tipo de tarefa com freqüência elimina a  necessidade de ficar enfrentando a inabilidade de sustentar a atenção, e isso vai ajudar a auto-percepção.
Favorecer oportunidades para movimentos monitorados, como uma ida à secretaria, levantar para apontar o lápis, levar um bilhete para o professor, regar as plantas ou dar de comer ao mascote da classe.
Adaptar suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH.  Por exemplo, se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não esperar que ele se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula.
Recompensar os esforços, a persistência e o comportamento bem sucedido ou bem planejado.
Proporcionar exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade.  Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante.
Favorecer freqüente contato aluno/professor.  Isto permite um “controle” extra sobre a criança com TDAH, ajuda-a a começar e continuar a tarefa, permite um auxílio adicional e mais significativo, além de possibilitar oportunidades de reforço positivo e incentivo para um comportamento mais adequado.
Colocar limites claros e objetivos;  ter uma atitude disciplinar equilibrada e proporcionar avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado.
Assegurar que as instruções sejam claras, simples e dadas uma de cada vez, com um mínimo de distrações.
Evitar segregar a criança que talvez precise de um canto isolado com biombo para diminuir o apelo das distrações; fazer do canto um lugar de recompensa para atividades bem feitas em vez de um lugar de castigo.
Desenvolver um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos.
Estabelecer intervalos previsíveis de períodos sem trabalho que a criança pode ganhar como recompensa por esforço feito.  Isso ajuda a aumentar o tempo da atenção concentrada e o controle da impulsividade através de um processo gradual de treinamento.
Reparar se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas.  Isso pode ser um sinal de dificuldades de coordenação ou auditivas que exigem uma intervenção adicional.
Preparar com antecedência a criança para as novas situações. Ela é muito sensível em relação às suas deficiências e facilmente se assusta ou se desencoraja.
Desenvolver métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH.  No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente irá precisar de tempo extra para completar sua tarefa.
Não ser mártir!  Reconhecer os limites da sua tolerância e modificar o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável.  O fato de fazer mais do que realmente quer fazer traz ressentimento e frustração.  
Permanecer em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola.  Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.
Prognóstico
Crianças com TDAH estão sujeitas ao fracasso escolar, a dificuldades emocionais e a um desempenho significativamente negativo como adultos quando comparadas a seus colegas.  No entanto, a identificação precoce do problema, seguida de tratamento adequado, tem demonstrado que essas crianças podem vencer os obstáculos.  
O tópico TDAH provavelmente continuará sendo o mais amplamente pesquisado e debatido nas áreas da saúde mental e desenvolvimento da criança.   Coisas novas acontecem a cada dia.  O  Instituto Nacional de Saúde Mental  acaba de completar um estudo multidisciplinar de 5 anos sobre tratamento de TDAH que proporciona uma série de respostas mais abrangentes sobre o diagnóstico, tratamento e desenvolvimento de pessoas portadoras de TDAH.  Os estudos sobre genética molecular possivelmente cheguem a identificar o gene relacionado com esse distúrbio.    
Com a crescente conscientização e compreensão da comunidade em relação ao impacto significativo que os sintomas do TDAH têm sobre as pessoas e suas famílias, o futuro parece mais promissor.
* Sam Goldstein é psicólogo, diretor do Centro de Neurologia, Aprendizagem e Comportamento em Salt Lake City, Utah, USA, autor de inúmeros livros sobre TDAH.  
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